5 Perguntas

A importância do Compliance nas empresas

Mariana Segala | 18 agosto 2017
Claudia Gomes, diretora jurídica da Unisys para América Latina.

Compliance – o termo em inglês que resume a frase “agir conforme as regras” – virou assunto da moda entre as empresas no Brasil. Pudera. A sanção da Lei Anticorrupção, em 2014, e as operações que vêm sendo conduzidas pela Polícia Federal mostraram ao mundo corporativo que nem sempre a impunidade consegue vencer. Especialistas apontam que cada vez mais empresas estão preocupadas em estabelecer conjuntos de práticas de compliance que assegurem a integridade das suas atividades – o que, para a unidade brasileira da Unisys, companhia global de serviços e soluções de tecnologia da informação, não é nenhuma novidade. “Por ser uma empresa com quase 100 anos de Brasil e ocupar uma posição consolidada no mercado, sempre houve a preocupação de estabelecer diretrizes e cumprir a legislação vigente”, diz Claudia Gomes, diretora jurídica da Unisys para América Latina. Em entrevista ao Experience Club, Claudia falou sobre as principais práticas de compliance da empresa – e de como a revisão das ferramentas e o uso de tecnologia podem facilitar o processo de “andar na linha”.

Desde que foi sancionada a Lei Anticorrupção, em 2014, o compliance ganhou espaço na estratégia das empresas. Como esse assunto é tratado na Unisys?
O trabalho da Unisys com compliance não se resume apenas aos três últimos anos. Por ser uma empresa com quase 100 anos de Brasil e ocupar uma posição consolidada no mercado, sempre houve a preocupação de estabelecer diretrizes e cumprir a legislação vigente. Damos importância ao assunto, já que facilita a execução de processos de forma mais transparente e a aplicação ética necessária para resultar em projetos mais efetivos, que valorizem o trabalho da instituição.

Como funciona o programa de compliance da Unisys no Brasil?
Temos um programa de compliance alinhado ao de nossa corporação, pelo qual sou responsável na América Latina. Organizamos e oferecemos diretrizes para todos os processos e condutas a fim de cumprir todas as normas legais, regulamentos, políticas e diretrizes estabelecidas para os negócios da companhia do ponto de vista local, regional e global.

Como evoluíram as ferramentas de compliance da Unisys desde que o assunto passou a ser mais corriqueiro entre as empresas no Brasil?
Estamos constantemente atualizando os processos internos de compliance, o que inclui revisão do código de ética e treinamentos. Promovemos treinamentos online e também treinamentos presenciais para nossos colaboradores e há um canal aberto para tratar os assuntos que eles nos trazem. A Unisys tem canais específicos em que os colaboradores podem fazer denúncias anônimas que serão investigadas, uma medida que já era anterior à Lei Anticorrupção. Estar em conformidade com a legislação é um parâmetro fundamental para as operações da Unisys em nível global.

De que forma a Unisys Brasil vem adaptando suas práticas de compliance aos ambientes cada vez mais digitais?
É fundamental que uma empresa aperfeiçoe suas práticas de acordo com as novas tecnologias para obter resultados mais satisfatórios. A tecnologia oferece mais transparência e credibilidade aos processos, por permitir registros de processos e operações, apontando locais e até mesmo identidades. Implementamos duas ferramentas digitais que vem contribuindo muito neste sentido. Uma delas é chamada “helpline tool” e a outra, “conflict of interest disclosure”. O Unisys Compliance Helpline é uma ferramenta para colaboradores informarem situações das quais tenham conhecimento e que devam ser investigadas, fazerem uma pergunta ou mesmo denunciarem um fato. Já o Unisys Conflict of Interest Tool permite aos colaboradores registrar a existência de um relacionamento pessoal com alguém ou alguma empresa que possa ter impacto em nossa habilidade de prestar serviço ou fazer negócios com determinada companhia.

Uma dúvida frequente entre as empresas que não possuem práticas estruturadas de compliance é se isso vale a pena do ponto de vista econômico. O que a experiência da Unisys revela nesse sentido?
Em um primeiro momento, é necessário realizar um trabalho interno de avaliação e conscientização de que, diante do cenário atual, investir em compliance não é mais uma opção para a empresa. Trata-se de um investimento de curto, médio e longo prazo que não traz lucro de maneira direta, mas contribui para o alinhamento de diretrizes e padrões que tornarão os processos mais eficazes e até mesmo viabilizarão suas operações. Em 2016, segundo a pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil, da KPMG, apenas 8% das empresas estudadas não tinham estrutura de compliance. Isso demonstra que o mercado apresenta uma mudança de postura sobre o assunto. A adoção de um programa de compliance reforça o compromisso das empresas com a ética e transforma a maneira de fazer negócios.

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