Mercado

Comércio aposta no sucesso da Black Friday

Sonia Nabarrete | 9 outubro 2017

Uma pesquisa feito pelo Google estima que a próxima Black Friday, agendada para o dia 24 de novembro, deverá render R$ 2,2 bilhões em vendas pela internet.  Este valor representa um crescimento entre 15% a 20% em relação ao ano passado, quando os consumidores gastaram R$1,9 bilhão. Desta vez, 68% dos entrevistados pretendem comprar algo na data, que tem movimentação 15 vezes maior do que um dia normal do e-commerce brasileiro.

A Black Friday, associada a grandes descontos, começou no comércio eletrônico antes de ganhar as lojas físicas e esta condição ainda interfere na percepção dos consumidores. A pesquisa mostrou que 83% deles acreditam que os descontos são maiores nas lojas online, mas 37% não descartam as lojas físicas para as compras. Um total de 67% pretende usar a data para antecipar as compras de Natal. A pesquisa foi feita com cerca de 800 brasileiros e-shoppers, de 18 a 54 anos, das classes A, B e C, nas cinco regiões do país, durante o mês de julho.

Uma outra pesquisa com 15 mil consumidores, conduzida pelo Zoom, site e aplicativo comparador de preços, estima que 52% deles pretendem  gastar mais de R$1 mil na Black Friday, o que significa um aumento de 2% percentuais em relação ao ano passado. Segundo esse estudo, 56% querem comprar um smartphone. Entre os objetos de desejo também se destacam televisor, notebook, tênis e fogão.

Para atender a demanda, o comércio começa a se preparar, contratando vendedores. A Via Varejo, empresa que administra as Casas Bahia e o Ponto Frio, realiza até o final deste mês o processo de seleção para reforçar o time de vendas nas cidades de Araucária, Curitiba, Colombo, Cianorte, Fazenda Rio Grande, Ponta Grossa, Paranaguá, Umuarama, Telêmaco Borba e São José dos Pinhais.

A Black Friday surgiu nos Estados Unidos, logo após o feriado de Ação e Graças, dando início às compras de Natal. Desde o início, foi marcada por filas quilométricas de consumidores em busca de ofertas de produtos com grandes descontos. No Brasil, a primeira edição foi em 2010, com a participação de 50 lojas do varejo nacional e totalmente online. Desde então, o evento só cresceu.

Embora seja uma oportunidade de bons negócios para o comércio e consumidores, a Black Friday também é usada como isca por empresas fantasmas, que vendem e não entregam, e empresas reais que às vésperas dobram o preço e depois vendem pelo valor normal, como se estivessem dando um grande desconto. A regra para não cair em roubada é começar desde já a pesquisa dos produtos de interesse, para ter uma noção de preços, e dar preferência a lojas e marcas conhecidas

A pesquisa do Google mostra que no ano passado, 91% dos compradores pesquisaram com antecedência e decidiram a compra com base em preço (49%), confiança na loja (27%), confiança na marca (13%) e custo do frete (5%). Este ano, 39% dos entrevistados pretendem comprar celulares/smartphones e roupas femininas, 36% estão interessados em passagens aéreas e hotéis. A pesquisa classificou 22% dos consumidores como altamente envolvidos com a data, 22% empolgados, 18% apaixonados, 16% descrentes e 22% inseguros.

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