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Crise exige reestrutura e grupo EP&A movimenta R$ 200 milhões em 2016

João Luís Costa | 8 novembro 2017
grupo ep&a
Alberto Moysés, do Grupo EP&A

Para o CEO do grupo EP&A, Alberto Moysés, 2017 representa um momento de solidificação e, principalmente, reflexão para o modelo de negócios que será adotado daqui em diante. As transformações digitais, as mudanças de comportamento dos consumidores e seus impactos no ambiente de negócios têm produzido um forte questionamento entre os gestores do grupo, que engloba oito empresas, gerência de planos de saúde (Best Life) a fábrica de sinalização de PDVs (Premium Promocional). Não que as preocupações com o futuro tenham atrapalhado o momento presente, pois o grupo apresenta bons resultados: movimentou mais de R$ 200 milhões ano passado, um crescimento 20% acima do melhor resultado já obtido, como Moysés faz questão de ressaltar.

Porém, ele não despreza o impacto causado pela crise econômica recente, que só agora mostra sinais de estar cedendo. “Foram dois anos sofridos e tivemos que nos reestruturar, pensar nas melhores formas de se trabalhar”, afirma o executivo e um dos co-fundadores do grupo que, com o pai, há 20 anos se decidiram por abrir mão dos empregos que tinham (o pai, diretor de uma multinacional e, Moysés, praticamente sócio de uma outra empresa), para empreender. “Foi uma situação muito difícil e incerta. Meus pais estavam acostumados a ter um nível de vida que teve que ser repensado”, afirma.

Hoje, a menina dos olhos do grupo é a Best Life, gestora de contratos de planos de saúde e odontológicos, com uma carteira com cerca de cem mil vidas e fortemente assediada por outras empresas. “Todo ano alguém vem me procurar querendo que a gente venda a Best Life, mas isso não vai acontecer”, avisa. Sem abrir números, Moysés afirma que a crise econômica acentuou a tendência de todo o grupo de manter operações enxutas e eficientes. No caso da Best Life, o trabalho é focado no cliente: apesar de ser uma empresa de tamanho médio, o relacionamento com os clientes é como o de uma empresa pequena. “Faço reuniões com os gestores, se há problemas, vou lá e tento resolver. Esse contato ‘olho no olho’ é fundamental para o negócio fluir bem”, explica.

A Premium Promocional também está na lista das empresas do grupo com mais potencial, já produzindo para grandes marcas como Danone, Itambé, Suvinil, Aurora, Carrefour, Coca Cola, Mondelez, Roldão Atacadista, GPA, Itaú, Seara, Eletrolux entre outros. “A Premium já vem produzindo forte. Sofremos um pouco por causa da crise, mas os clientes viram que precisavam investir para chamar a atenção do consumidor também no ponto de venda. É um negócio que está indo bem”, afirma.

Transformação digital
O grupo está “engatinhando” no processo de digitalização das empresas, como afirma Moysés. Apesar da dificuldade de entender e implementar as transformações necessárias (e o empresário não está sozinho nessa situação que tem tirado o sono de diversos gestores e executivos), Moysés acredita que ela inevitavelmente acontecerá, mas preocupa-se mais com as mudanças que a tecnologia vem produzindo no comportamento do consumidor. “Acho que esse modelo atual ainda sobrevive por mais algum tempo, uns 20 anos, tem muita gente que está acostumada ainda com essa maneira de fazer as coisas. Mas depois disso, os novos consumidores vão assumir e o espaço para a intuição vai diminuir muito nos negócios. Vamos tomar decisões muito mais baseadas em dados e informações em tempo real do que apostar numa solução”, avalia.

Para o futuro, Moysés imagina que o grupo não passará por uma grande ampliação do número de empresas, ou apresentará maior diversificação do que tem hoje. “Antes de tudo, vejo que cada vez mais vamos criar excelência no que fazemos”, analisa. Para ele, os próximos cinco anos serão de consolidação do grupo, em perseguição de uma meta de movimentação de cerca de R$ 1 bilhão por ano. “É sonho, mas não tem porque não conseguir”, afirma.

Enquanto isso, o empresário aproveita o tempo livre (e também o tempo de trabalho) para curtir o hobby de pilotar helicópteros. “Ganho um tempo enorme indo de helicóptero para reuniões mais distantes e também aproveito para relaxar e colocar as ideias em ordem. Lá em cima a perspectiva muda e isso me ajuda a manter o foco nas coisas que preciso fazer”, afirma.

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