Finanças

Crowdfunding para pequenas empresas é regulamentado

Sonia Nabarrete | 21 julho 2017

Uma boa ideia de produto ou serviço apenas torna-se realidade quando alguém aposta no projeto e investe capital.  A busca de  captação de recursos por meio de crowdfunding, uma das ferramentas mais usadas, acaba de ser regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Pequenas empresas, sobretudo startups, com faturamento anual inferior a R$10 milhões, agora poderão obter até R$5 milhões com a “vaquinha virtual”.

“Para captar investimentos via crowdfunding, a empresa não precisa de análise nem  autorização prévia da CVM, mas deverá usar, obrigatoriamente, uma plataforma eletrônica de investimento participativo credenciada”, explica Heitor Maia, do escritório Faria,  Cendão & Maia Advogados, especializado em startups e PMEs.  Entre as principais plataformas, Maia cita Broota, maior no segmento, que captou R$12 milhões em 44 rodadas de investimentos, e também a StarMeUp e EqSeed, que juntas captaram mais de R$5 milhões.

Heitor Maia acredita que a regulamentação deverá acarretar um aumento expressivo de investimentos via crowdfunding, devido à profissionalização do mercado e por oferecer maior segurança a investidores e empresas. Ele alerta, entretanto, que o investimento via equity crowdfunding  deve ser feito por investidores que aceitam um elevado nível de risco, considerando a alta probabilidade de insucessos de uma startup e a baixa liquidez. Dentre as vantagens, ele destaca o baixo investimento inicial necessário. “Há captações com ticket mínimo de R$ 1.000,00, com a possibilidade de altos retornos, além de ser uma ótima forma de diversificação do portfólio de investimentos”.

Startups
O mercado tem vários exemplos de startups que evoluíram graças a investimentos feitos por crowdfunding.  A Veggie Box arrecadou 123% da sua meta e hoje entrega periodicamente a seus assinantes produtos de beleza feitos com ingredientes veganos e sem testes em animais.  A Cacau VIP também optou pelo sistema de assinaturas para oferecer chocolates nacionais e estrangeiros, após uma bem – sucedida campanha que ultrapassou a meta inicial.

Quem investe em uma startup torna-se sócio, podendo lucrar se a empresa for comprada por uma empresa maior, se ela fizer abertura de capital na bolsa e ainda na divisão de dividendos. Em todos os casos, o retorno será proporcional ao aporte inicial.

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