Mercado

Economista diz que a hora de investir é agora

Sonia Nabarrete | 10 outubro 2017

Apesar da crise política, marcada por sucessivas denúncias e comprovações de corrupção, a economia brasileira vai bem, obrigada. E a tendência é melhorar ainda mais, sem que o presidente Michel Temer, o mais rejeitado da história, precise fazer nada. Como timming é o principal fator de sucesso de um negócio, o momento de investir é agora. Essa é a visão do economista Ricardo Amorim, apresentada no Encontro de Administradoras de Condomínio, promovido pelo Secovi-SP, sindicato que representa os empresários do setor imobiliário.

Amorim lembrou que, historicamente, a economia tem ciclos ascendentes e descendentes, que se alternam. “Após uma crise, sempre há uma reação positiva na economia”, disse ele, citando a grande depressão, no período Vargas, o golpe militar de 1964, o impeachment de Dilma Roussef, entre outros, que foram seguidos pela recuperação econômica. Em geral, este padrão só é quebrado em três situações: crise internacional, guerra e escândalo político de proporções catastróficas. No Brasil, apesar de grandes escândalos, como as denúncias do empresário Joesley Batista envolvendo o presidente da República e a descoberta das malas do ex-ministro Geddel Vieira Lima, com mais de 50 milhões em dinheiro, o governo se manteve e a economia também.

Para o economista, considerado o mais influente no Brasil pela revista Forbes,o pior da crise econômica já passou. “O PIB encolheu US$ 420 bilhões entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de agosto de 2016, o equivalente a toda a economia de Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Pará, Mato Grosso, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima somados. Seria como se, dos 26 estados brasileiros, 19 deixassem de existir e só sobrassem os sete maiores”, comparou.

Hoje, ele vê sinais de recuperação, como o crescimento de 1% do PIB no primeiro semestre, retorno de empregos, taxa de juros em queda, inflação sob controle, facilidade de crédito e muitos investimentos externos. Esse contexto tende a favorecer o mercado imobiliário, que deve crescer exponencialmente, na opinião de Amorim.

O economista afirmou que a renda per capita mundial cresceu mais nos últimos 15 anos, do que nos últimos dois mil anos anteriores, como resultado dos impactos da Era da informação. No mesmo período, três a cada quatro dólares gerados vieram de países emergentes, entre eles o Brasil.

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