Descompressão

Em SP, museu conta história recente da tecnologia

Sonia Nabarrete | 17 novembro 2017

A história recente da tecnologia pode ser contada por meio de produtos que causaram grande impacto ao serem lançados, mas logo foram substituídos por outros, mais modernos e eficientes. Uma boa parte deles pode ser conhecida pelas novas gerações – e reconhecida pelas mais antigas – no museu montado pela Coopermiti, primeira cooperativa de lixo eletrônico do País. O museu funciona na Central de Triagem da cooperativa, à rua Rudge Ramos, 366, no bairro Casa Verde, em São Paulo, e também faz exposições em escolas, empresas e instituições.  No local também funciona uma oficina de arte, em que as obras são concebidas a partir de fragmentos de produtos eletrônicos.

A ideia do museu é de Alex Luiz Pereira, seu atual diretor presidente, e precede a cooperativa. Em 2008, ele e alguns amigos e empresários montaram o MITI- Museu de Informática e Tecnologia da Informação. Mas, sem apoio público ou privado para sua manutenção, um ano depois decidiram criar a cooperativa especializada na gestão de resíduos sólidos. “Com isso, o museu passou a ser um braço da cooperativa e fazer parte do projeto ambiental de hoje, que, através da gestão de resíduos eletrônicos, gera trabalho, renda, capacitação, promove educação ambiental e cultura”, explica Pereira.

Hoje a Coopermiti reúne 24 associados cooperados e processa 25 toneladas de lixo eletrônico por mês, que é doado para descarte ou reciclagem no próprio local ou nos postos de coleta espalhados pela cidade de São Paulo pela Prefeitura, com quem trabalha em parceria. Desse material é obtido o acervo do museu, dividido nas seguintes categorias: instrumentos musicais; TV e vídeo; papelaria e material de escritório; informática; games; eletroportáteis e utilidades domésticas; eletrodomésticos; cine e foto; beleza, esporte e lazer; automotivo; e áudio. O visitante pode conhecer a história de cada produto e o contexto em que foi criado. Essas informações também estão disponíveis na versão virtual, que pode ser conhecida no site: www.coopermiti.com.br/museu/

O objetivo do museu, hoje rebatizado de Museu Tecnológico, é conscientizar a população para o descarte correto do lixo eletrônico que, caso contrário, pode trazer grandes danos ao meio ambiente. Como esses equipamentos possuem substâncias químicas, como chumbo, cádmio, mercúrio e berílio em suas composições, podem contaminar a água e o solo e provocar doenças graves nos catadores. Além disso, possuem vidro, plástico e metais, que demoram a se decompor.

Segundo o Pnuma, programa da ONU para o meio ambiente, cerca de 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados por ano no mundo e entre os países emergentes, o Brasil é o que mais contribui. A cada ano, aqui são descartados cerca de 97 mil toneladas  de computadores; 2,2 mil toneladas de celulares; e 17,2 mil toneladas de impressoras. No ano passado, foi registrada uma queda de 2,04% na geração de lixo eletrônico que não foi atribuída à conscientização ambiental e sim à crise econômica.

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