Tecnologia

Inteligência Artificial Watson não para de surpreender

Sonia Nabarrete | 6 junho 2017

Ele já ganhou uma partida de xadrez, tendo como adversário o campeão mundial da modalidade. Fez bonito em um game televisionado sobre conhecimentos gerais, fala 12 línguas, consegue ler 800 milhões de palavras por dia e pode ajudar advogados e médicos, entre outros profissionais, a realizarem seu trabalho. Esse é Watson, um sistema cognitivo de Inteligência Artificial criado pela IBM e assim batizado em homenagem a Tomas John Watson, o fundador da empresa.

As habilidades da criatura digital foram apresentadas aos participantes do CIO WEEK, realizada pelo Experience Club, por Guilherme Araujo, responsável pela plataforma Watson, em sua palestra sobre os limites da inteligência cognitiva. Dotado de inteligência artificial, ele interage com humanos, que se sentem muito à vontade para questioná-lo.  Se alguém fizer alguma pergunta, ele não vai apenas em busca de uma palavra-chave, mas entende a intenção do que foi dito. Araujo explicou que Watson está nas nuvens, mas pode se materializar em muita coisa, como um prontuário médico, uma obra de arte e até em brinquedos que deixam as crianças encantadas.

Watson já foi apresentado ao público brasileiro na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em seis meses, ele foi treinado por especialistas em arte brasileira a responder até sete mil questões sobre obras expostas no espaço, incluindo dados sobre o autor e contexto histórico em que foram produzidas. Uma pesquisa feita anteriormente havia mostrado que muitas pessoas não iam a museus porque não interagiam com as obras. Watson acabou com essa falta de interesse. Sua participação foi um sucesso e agora ele já está preparado para responder 40 mil perguntas.

Guilherme Araujo explica que Watson também tem grande aplicação na medicina, desde lembrar o paciente sobre o horário em que seus remédios devem ser tomados até reunir inúmeras informações sobre o câncer, o que tem ajudado médicos a traçar a melhor estratégia para combater a doença.

Watson tem, ainda, grande utilidade na agricultura, onde pode alertar o produtor sobre as melhores épocas para plantio e colheita e como realizar o controle de pragas. Na área de entretenimento, mostrou-se talentoso para produzir trailers de filmes e fez sua estreia com “Morgan”.

“É importante ressaltar que Watson é capaz de muita coisa, mas para tudo o que faz depende do ser humano  Ele tem capacidade para aprender, mas alguém precisa ensinar. Isto abre espaço para profissionais de várias áreas de conhecimento  que o abastecem com informações”, frisa  Guilherme Araujo.

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