Tecnologia

Como a Inteligência Artificial vai nos ajudar a aprender

João Luís Costa | 1 agosto 2017

A área da educação está passando por uma forte transformação, assim como diversas outras como trabalho, varejo e entretenimento. De acordo com Priscyla Laham, vice-presidente de vendas da MicrosoftPP Brasil, a forma como aprendemos será, num futuro não muito distante, baseada em Inteligência Artificial, com múltiplos dispositivos sensoriais conectados por Internet das Coisas e com processamento em nuvem. “A Inteligência Artificial é o que faz a ponte de nosso cérebro com a tecnologia. É a capacidade de raciocinar sobre grandes quantidades de dados convertê-los em inteligência”, afirma. Para ela, não há futuro do aprendizado. “O futuro É aprender”.

Priscyla Laham, da Microsoft
Priscyla Laham, da Microsoft

Para a executiva, haverá crescimento do pode ser chamado de experiência do aprendizado. E dá como exemplo o HoloLens, um sistema de realidade aumentada da Microsoft usado por estudantes de medicina da Cave Western University. O dispositivo é um óculos que permite a visualização em três dimensões dos diversos órgãos do corpo humano, facilitando o estudo de Anatomia. “Para aprender anatomia, o estudante estuda primeiro em um livro, depois passa para um cadáver, antes de chegar perto de um ser humano vivo. Mas o custo de manter corpos para estudo em uma faculdade é dispendioso, envolve grandes instalações e uso intensivo de químicos poderosos para conservar os corpos”, explica. O HoloLens permite que o estudante visualize o funcionamento do órgão em conjunto com outros sistemas, tornando seu aprendizado muito mais eficiente.

Questionamentos

As facilidades tecnológicas também colocam em xeque outras situações, como aprendizado de idiomas. Alguns softwares de comunicação, como o Skype, já possuem tradutor simultâneo, permitindo conversas com pessoas de outros países com pouco tempo de espera entre uma fala e outra. “No futuro, saber um idioma será mesmo um diferencial para se conseguir um emprego?”, questiona.
Por outro lado, Priscyla também chama a atenção para os resultados que a diversidade pode trazer às empresas e dá como exemplo o engenheiro de software Sakib Shaikh, da Microsoft, que ficou cego aos sete anos de idade. Ele desenvolveu, na Microsoft, um aplicativo que permite a pessoas com deficiência visual “ver” o ambiente: o aplicativo tira uma foto, reconhece móveis e pessoas e descreve a cena para o usuário por meio de mensagens auditivas. Se a pessoa é amigo, será identificada e, inclusive, sua posição na foto será descrita, assim como a roupa que esteja usando. “Somente um cego seria capaz de desenvolver um aplicativo tão completo como esse”, avalia. Para ela, sem Shaikh, a Microsoft não teria conseguido desenvolver algo assim. “Quando se está aberto à diversidade, muita coisa boa pode acontecer”, afirma.

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