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Mandaê oferece operação logística e aconselhamento

João Luís Costa | 18 outubro 2016

Uma das principais dificuldades de pequenos e médios e-commerces é relacionada à logística de entrega de seus produtos, um dos fatores que mais toma tempo e dinheiro dos pequenos e médios empresários. De olho nesse mercado, a startup Mandaê lançou-se no mercado há cerca de dois anos com o objetivo de prover um serviço eficiente para esse setor. De acordo com Douglas Carvalho, diretor de operações, a Mandaê conta hoje com 65 funcionários e espera um aumento nesse número de mais 20% até o final do ano.

Neste período, segundo o executivo, já foram movimentadas mais de 400 mil encomendas e a empresa tem sido vista como a “salvação da lavoura” por diversos e-commerces. Para Carvalho, o diferencial da Mandaê é a proximidade que ela mantém com seus clientes, cerca de 1.500 distribuídos entre Grande São Paulo, Grande ABC, Osasco e Diadema. “Conversamos muito com eles, buscando entender quais são os problemas que eles enfrentam e tentando entregar uma solução”, explica.

Assim, na prática, a Mandaê não atua apenas como uma operadora logística, mas também fornece insights de negócios para seus clientes, que em geral não possuem recursos para contratar serviços de consultoria ou cujos donos não têm experiência de negócios suficiente para resolver alguns problemas.

Um dos segredos do sucesso é que a empresa tem uma série de acordos com diversas empresas de transportes, incluindo os Correios. Com isso, proporciona rapidamente um leilão reverso a partir do momento em que a encomenda está embalada e pesada, quando, por meio de seu sistema, as transportadoras oferecem o menor custo para o envio da carga. A empresa também desenvolveu um modelo próprio de embalagens que reduziu em 95% a quantidade de problemas com o transporte das cargas.

Segundo Carvalho, em média a Mandaê proporciona uma economia de R$ 25 mil e cerca de 329 horas por ano  a seus clientes. “É uma quantia significativa para um pequeno ou médio negócio”, avalia. Para Roberta Keiralla, proprietária da Nanus, empresa de venda de quadros online, cujos produtos possuem peças e tampos de vidro, “seria impossível manter a empresa sem a Mandaê”. Para ela, a economia anual vai além dos R$ 25 mil. “Essa era a média quando eu fazia 5 encomendas por mês. Hoje, preciso fazer as contas, mas faço 50 encomendas por semana”, explica. Segundo Roberta, antes de descobrir a Mandaê, ela precisava da ajuda do pai, que tem um consultório de odontologia, para fazer o manuseio  e embalagem das encomendas. Hoje, envia tudo o que precisa para a Mandaê, que faz essa operação. Carvalho explica também que os pedidos podem ser feitos via aplicativo e, em seguida, uma moto ou van busca as encomendas para o centro de embalagem.

Carvalho afirma que a startup já fez algumas rodadas de investimentos, atraindo mais de R$ 15 milhões dos seguintes investidores: Hans Hockler (ex-CEO da DHL nos EUA e advisor da Mandaê), Monashees Capital, Qualcomm Ventures, Valor Capital e Kima Ventures. Com a experiência dos investidores e as demandas aumentando, o executivo afirma que pretende abrir filiais em novas capitais entre 2017 e 2018. “Nossos planos são para atuar em oito novas cidades neste próximo período”, revela. Hoje, a empresa atende apenas a empresas situadas em São Paulo e entorno.

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