Tecnologia

A tecnologia a favor da mobilidade urbana

João Luís Costa | 13 julho 2017

A primeira edição do WeMuv Summit, realizado no Cubo, do Itaú, mostrou um amplo panorama da integração entre tecnologia e mobilidade urbana, desafios e soluções já encontradas para melhorar o deslocamento de pessoas e veículos no espaço urbano. Desde economia compartilhada até a revisão do uso dos veículos, diversos caminhos foram apontados para minimizar impactos ambientais e aumentar velocidade de transporte.

Os veículos elétricos, por exemplo, foram tema de um dos painéis, e a principal questão levantada foi a baixa adesão ao modelo. Para Carlos Roma, diretor de Vendas da Build Your Dreams, produtora chinesa de carros elétricos, o consumo vai aumentar a partir do momento em que o custo das baterias elétricas chegar a US$ 100,00. Atualmente, esse custo é de US$ 200,00.

O carro autônomo também foi discutido como um dos fatores que podem impactar positivamente na redução de acidentes urbanos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no mundo há mais de um milhão de mortes no trânsito. Para Daniel Bedoia, CEO da Cabify, o carro autônomo pode ser um fator importante para reduzir esses índices. “Podemos melhorar isso reduzindo o nível de distração dos motoristas. Nesse sentido, o carro autônomo pode ajudar bastante”, avalia.

Enquanto carros elétricos ou autônomos não são uma realidade, outros players vêm usando a economia compartilhada para ganhar dinheiro e reduzir impactos ambientais. É o caso da Blablacar e da Movida. A primeira é uma empresa francesa de caronas intermunicipais e a segunda, de aluguel de veículos. Durante o WeMuv, Ricardo Leite, country manager da Blablacar no Brasil afirma que a plataforma vem crescendo ano após ano no país, impulsionada pela facilidade de uso do aplicativo e também pela mudança de comportamento das pessoas, mais abertas ao compartilhamento de veículos como forma de redução de gastos. Na mesma pegada, Renato Franklin, CEO da Movida, também registrou essa mudança de comportamento. Ele notou que, ao contrário do esperado, mais e mais pessoas da classe C começaram a alugar veículos premium: “De forma geral, alugar um carro é mais barato que comprá-lo. E por um preço razoável, esse pessoal que não podia comprar carro nenhum consegue andar de Mercedes ou BMW. Então isso disparou”, explica.

No WeMuv também falou-se bastante do conceito de cidades inteligentes, e diversas iniciativas foram apresentadas para ampliar e completar o conceito de mobilidade urbana. Para Bruno Lima, cofounder da Colab.re, rede social para cidadania, a colaboração foi por meio da indicação dos problemas da cidade. Pela plataforma, os cidadãos podem apontar situações como buracos na rua e cobrar da prefeitura alguma ação. “Muito prefeito não gosta disso, mas as vantagens, inclusive para eles, são muitas. Pelo nosso sistema também é possível medir número e tempo de atendimentos, níveis de eficiência e criar processos participativos”.

Para Daniela Swiatek, secretária executiva do Mobilab da prefeitura de São Paulo, uma das principais dificuldades para se implementar o conceito de cidade inteligente é a política de compartilhamento e proteção de dados dos cidadãos. “Só de Bilhete Único são 16 milhões de dados por dia. O trabalho com essas informações é bastante difícil”, explica Daniela. Ao mesmo tempo, afirma que a vem atuando para transformar a prefeitura em uma startup. “Abrigamos projetos pequenos com ciclos rápidos de crescimento. A cidade precisa de inovação e criatividade, ao mesmo tempo em que tentamos ao máximo minimizar a morte súbita das empresas no Mobilab”, afirma.

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