5 Perguntas

O mundos deles

João Luís Costa | 13 outubro 2015

Jovem tem dinheiro, é volátil e aberto a experimentações. Se bem trabalhado, o marketing para este público pode alcançar resultados expressivos, mas para isso é preciso conhecê-lo bem. Com base nessa premissa, Ricardo Buckup, sócio fundador da agência B2, há cinco anos vem realizando a pesquisa Radar Jovem B2, tentando desvendar o que movimenta esse público e como acompanhá-lo. E o potencial é grande: segundo a pesquisa 2015, 54% dos jovens que possuem entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 estão na faixa entre 17 e 22 anos.

 

1 – Como é fazer marketing para jovens? Fracassos ou ações com pouco impacto são facilmente esquecidos?
O jovem é um público extremamente volátil, curioso, conectado. Tudo vira novidade e sai de moda muito rápido e, para se manter na cabeça do jovem, é preciso se reinventar a todo momento. Por exemplo, falando de apps, foi assim com o Tinder, o Dubsmash e muitos outros. Surgiram e deixaram de ser relevantes. Um exemplo bacana a ser citado atualmente é o Snapchat, que cria novos features semanalmente para surpreender o usuário. E sim, ações ruins ou com pouco impacto são facilmente esquecidas.

2 – Qual é a principal diferença entre fazer marketing para este público e para “adultos”?
Dois pontos são interessantes para serem levados em consideração quando comparamos os dois públicos: abertura e disponibilidade. Abertura, pois o jovem de 18 a 24 anos é a faixa etária que possui a maior taxa de experimentação de marcas e produtos. Isto não significa que ele não possua marcas de preferência, mas sim que ele está sempre aberto a novas experiências, segmentos e produtos. Quanto à disponibilidade, o jovem normalmente é visto como um potencial consumidor a partir de 25 anos ou mais, quando passa a ter um poder aquisitivo mais relevante. Isto é a percepção geral sobre o público, porém em nosso estudo mostramos justamente o contrário. Segundo o Radar Jovem 2015, mais da metade (54%) dos jovens que possuem entre R$ 500,00 a R$ 1.000,00 mensais para gastos pessoais e lazer possuem idades entre 17 a 22 anos. Além disto, o consumidor jovem, diferentemente do adulto, possui poucas despesas fixas e maior disponibilidade de tempo. Ou seja, o valor que ele possui para gastos pessoais, apesar de ser uma quantia menor, acaba sendo mais valioso pela sua disponibilidade de tempo para compras e pelo fato de não possuir muitas despesas mensais fixas, diferente dos “adultos”, que possuem pouco tempo disponível para compras pessoais e muitas despesas fixas. Então, mesmo possuindo mais dinheiro, seu poder aquisitivo para compra fica inferior ao dos jovens.

3 – Como você vê a Internet das Coisas (IoC) no consumo e comportamento deste público jovem?
Com a chegada dos smartphones, a experiência de compra mudou radicalmente, ainda mais no target que mais consome tecnologia. A facilidade e rapidez que o mobile trouxe quebrou paradigmas em todos os segmentos quando falamos em experiência de compra. Hoje em dia, é possível decidir uma viagem para o Rio de Janeiro em questão de minutos. E o público que mais ganha com isso é o jovem, que é sem dúvida a faixa etária que possui mais afinidade com esses novos gadgets. Quanto à IoC, não sabemos ainda o tamanho do impacto, mas temos certeza que irá mudar ainda mais o comportamento de todos, principalmente o do jovem. Segundo nossos estudos, o jovem possui um comportamento passivo quando se fala em compra. Ou seja, quanto mais as coisas vierem a seu alcance, melhor. Pensando nesse ponto, acredito que a IoC será um excelente meio para se comunicar com o jovem.

4 – A popularização de equipamentos wearables pode mudar essa dinâmica de consumo hoje observada?
Acredito que os wearables só vêm para complementar a dinâmica de compra que está se estabelecendo hoje. Da mesma maneira que os smartphones, possibilita a facilidade para busca e principalmente recebimento de ofertas em momentos de compra. Para o jovem, isto só aumenta as possibilidades.

5 – Nesta situação de IoC, como você avalia estratégias de compra por impulso? Pela pesquisa, este público parece se dividir entre consumidores por impulso e “estrategistas” para “fazer render” o dinheiro da mesada.
Estratégias de compra por impulso funcionam muito bem nesse target, afinal os consumidores “estrategistas” são aqueles que negociam bastante e pesquisam em muitos lugares antes de finalizar uma compra. Isto não significa que ele não realiza compras por impulso. O que muda é que caso ele seja impactado por uma estratégia de impulso, ele irá pesquisar antes para obter o melhor preço. Porém ainda sim ele irá realizar a compra. Para as compras por impulso, as marcas e empresas só tem a ganhar. Os jovens no geral possuem como 2º momento favorito de compras Liquidações e Promoções (32%)*. Os shoppings são os locais favoritos com 35%*, entendidos como ambos momentos de compra e lazer. O interessante é que entre os jovens que citaram o shopping como momento de lazer, muitos admitiram ter realizado compras mesmo sem planejamento.

 

* dados da pesquisa Radar Jovem B2, 2015

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