Descompressão

Quanta coisa cabe em 24 horas?

Andressa Basilio | 1 agosto 2017
alexandre teixeira
Alexandre Teixeira, autor de Rotinas Criativas

Sabe aquela imagem do executivo que passa mais de 15 horas por dia pregado na cadeira e se esconde atrás de uma garrafa de bebida? Pois ela pode estar ficando para trás graças a um movimento de profissionais talentosos que enxergaram a atividade profissional como apenas uma parte de suas vidas. Para eles, mais do que nunca é preciso repensar a própria rotina para deixá-la mais criativa, produtiva e divertida. Este é o tema do livro Rotinas Criativas (Arquipélago, R$ 54,90), recém-lançado pelo jornalista Alexandre Teixeira, com passagens por publicações
como Época Negócios e Valor Econômico.

Usando sua bagagem como especialista em motivação e organização empresarial, o autor expande a reflexão de seus livros anteriores, Felicidade S.A (2014) e De Dentro para Fora (2015), também da Arquipélago. O autor busca respostas sobre como conciliar produtividade e criatividade em uma vida saudável e com propósito. Para isso, ele entrevista vinte executivos de empresas importantes, como Google, Tivit e Sephora Brasil, que estão agregando pequenas inovações às suas rotinas.

“Devo confessar que comecei a fazer esse livro graças a uma curiosidade quase voyeurística de saber como algumas pessoas conseguem encaixar 200 coisas em um único dia”, releva Teixeira. Entre os perfis retratados está o de Mario Queiroz, vice-presidente de gestão de produtos do Google e eleito, em 2015 pela revista Fast Company, como uma das pessoas mais criativas do mundo dos negócios.

Parte do seu segredo está na rotina regrada: ele dorme cedo e acorda 4h30 todos os dias para fazer exercícios e voltar para casa a tempo de tomar café da manhã com a família. Na sede do Google, no Vale do Silício, ele é conhecido por fazer reuniões caminhando pelo campus, em vez de se trancar em salas, e por priorizar comunicação rápida e instantânea.

Outro perfil inspirador narrado no livro é o do designer Fred Gelli, criador da marca dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. Com o objetivo de desenhar uma vida que lhe ajude a ser a melhor versão de si mesmo, ele investe no que Alexandre Teixeira chama de “prototipagem de rotina”. Quer virar vegano? Teste antes e veja se combina com você. Se não for o caso, abandone e parta para outra coisa. O mesmo vale para ioga, pilates, metodologias de organização de trabalho, entre um mundo de coisas.

Estes e outros executivos são batizados pelo autor de pós-workaholics, ou seja, gente que apesar do alto rendimento profissional, não abre mão de usar o tempo com mais qualidade e busca satisfação e felicidade. “Nem todo mundo que está no livro fez essa transição, mas todas elas se mostraram muito preocupadas com a qualidade do tempo. Elas priorizam fazer bem mais rápido o que precisa ser feito para que sobre tempo de fazer o que elas desejam”, relata Teixeira.

Aos perfis, o jornalista mescla dados, artigos e pesquisas sobre o mercado de trabalho, Síndrome do Burnout e até biologia para explicar por que algumas pessoas funcionam mais à noite e outras na parte da manhã. Tudo isso com escrita solta, envolvente e inspiradora que nada tem a ver com os conceitos de manual. “Minha ideia não é fornecer dicas de como construir uma rotina bonita e organizada. É levantar práticas e ideias novas para dar espaço para que as pessoas tentem algo novo e que funcione para elas. É o conceito do Whatever Works. Aquilo funciona para mim e eu me sinto produtivo e criativo o bastante? Então está perfeito”.

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