Marketing

Remuneração de agência
é pela eficiência

João Luís Costa | 7 julho 2017

As mudanças de comportamento dos consumidores, provocadas e aceleradas pela adoção de diversas tecnologias de comunicação e mobilidade, vêm produzindo questionamentos no mercado publicitário. Para Carlos Pitchu, CEO da SalveTribal Worldwide, isso vem causando fortes impactos tanto na maneira como se pensa a propaganda quanto no modelo de negócio e remuneração, como expôs durante a última etapa do almoço-debate do MKT Club.

“Eu tenho que entender o consumidor: ele não gosta de publicidade, não quer ver propaganda, não assiste mais televisão”, observa. Para ele, a velocidade com que os acontecimentos se produzem nas redes sociais e são propagados pela internet, tornam obsoleta aquela noção de resposta tradicional. “Hoje, é imperdoável lançar uma campanha para falar de alguma coisa que já aconteceu. O meme ficou antigo”, alerta. Dessa forma, prestar atenção nos dados e ter sensibilidade para reconhecer os momentos de impacto nas redes sociais são atributos mais que necessários para entregar resultados aos clientes.

Na esteira de todas as mudanças, Pitchu também lança a ideia de que a remuneração das agências deve acompanhar a mudança dos tempos. No modelo tradicional, a agência ganhava por volume de mídia. Hoje, defende a remuneração por eficiência, inclusive porque cada vez mais os consumidores têm usado ad blockers para impedir a visualização de anúncios. “Vimos uma pesquisa onde 65% da franquia de dados das pessoas é consumida por propaganda. Literalmente, estamos cobrando para que o consumidor veja anúncios e em algum momento isso vai emperrar”, alerta. “As agências são pagas por volume e cobradas por eficiência. Nada mais justo do que serem remuneradas por eficiência também”, continua.

Outra mudança de mindset que também defende é a aproximação entre agência e clientes, já que o acesso aos dados é fundamental para aumentar a rapidez e eficiência do trabalho. Não é fácil, mas Pitchu acredita que os clientes estão mais preparados para ouvir essas propostas. “Depende muito do jeito que você aborda o assunto, mas temos conseguido bons resultados desse jeito”, afirma.

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