Tecnologia

As tendências que irão moldar o consumidor do futuro

João Luís Costa | 31 julho 2017

O futuro do consumo é complexo, de acordo com os especialistas que participaram das palestras do primeiro evento Futures no Brasil, da WGSN. Realizado em sete países para cerca de 200 pessoas, este ano o Brasil foi incluído no calendário da empresa. De acordo com Andrea Bell, diretora da WGSN Insight, muitas tecnologias que vão aumentar a capacidade de sentir contatos diversos, com o uso de equipamentos e sensores capazes de proporcionar sensações de textura, peso, pressão ou temperatura, ou tecidos que, em contato com a pele, reagem ao seu estado emocional e sinalizam isso. “O próprio corpo humano poderá ser usado como uma tela sensível ao toque, com implantes de sensores que permitem, por exemplo, digitar um texto usando apenas o cérebro, sem o uso de máquinas, ou fazer uma ligação telefônica sem a necessidade do aparelho”, afirma. Muito disso já estará disponível ainda em 2020, garante.

Andrea e outros especialistas afirmam que não só de tecnologia se define o futuro do consumo e do consumidor mas, principalmente, de mudança de comportamento. Cada vez mais, os consumidores estarão dispostos a permitir que sensores, equipamentos e sistemas de reconhecimento permitam a escolha e entrega de informações e produtos em suas casas, locais de trabalho ou outro lugar à escolha. “Hoje, 65% dos millenials já interagem por chatbox, são 65 bilhões de mensagens por dia e há estudos informando que no futuro, não muito distante, os adolescentes conversarão mais com robôs do que com seres humanos”, afirma Andrea.

Por exemplo, cientistas da Keio-NUS CUTE Center, uma parceria entre a universidade Keio do Japão e a Universidade Nacional de Singapura, desenvolveram um sistema onde é possível transmitir a sensação de uma limonada. “Imagine você preparar uma bebida gostosa e compartilhar com seus amigos que estão em diferentes partes do mundo. Nossa pesquisa vai no sentido de simular algumas bebidas. Gostos como azedo, amargo ou doce são mais fáceis de se simular”, explica uma das participantes do estudo, Nimensha Ranasinghe. Segundo Andrea, as possibilidades para o varejo de alimentos são incontáveis.

E esse é apenas um dos exemplos. Mas alerta que há uma situação complicada à frente: com a expectativa de cerca de 50 bilhões de aparelhos conectados pela Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), corremos o risco de nos tornarmos perigosamente desatentos, produzindo uma taxa de sobrecarga muito grande. “Hoje, Brasil, Argentina e China apresentam índices muito altos de sobrecarga de informação”, alerta.

 

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