RH

Tecnologia transforma e agiliza trabalho de RH

Sonia Nabarrete | 12 junho 2017

“Como a tecnologia está mudando o RH” foi o tema abordado por dois profissionais da EY na RH WEEK, realizada pelo Experience Club no Sofitel Jequitimar, no Guarujá (SP). Oliver Kamakura, People Advisory Services, e Carlos Henrique Martins Tonnus, Partner People Advisory Services, apresentaram a forma de atuação da companhia, que nasceu com o nome de Emst & Young e hoje é uma das quatro maiores organizações de serviços profissionais no mundo, presente em 150 países.

Martins  lembrou que a tecnologia começou a ser usada historicamente para evitar o trabalho braçal e insalubre, mas evoluiu de tal maneira que hoje há robôs que observam e analisam, como a plataforma Watson, desenvolvida pela IBM. Alguns dados apresentados são impressionantes: até 2030, cerca de 2 bilhões de empregos serão eliminados no mundo como decorrência do uso da tecnologia, que proporciona redução de tempo e dinheiro na execução de algumas tarefas. Por exemplo: um drone consegue captar e analisar imagens em alta definição de plataformas de petróleo offshore em apenas cinco dias, enquanto uma equipe de filmagens levaria oito semanas para realizar o mesmo trabalho.

Mas o que mais sensibiliza as empresas é o ganho financeiro: um Robotic Process Automation (RPA) pode reduzir os custos entre 25% e 50% e está disponível 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, o ano inteiro. Mas a troca de funcionários reais por virtuais não ocorre sem um processo. Martins explica que tudo começa com a prova de conceito, que consiste em conversar com as pessoas que hoje executam o serviço e gravar sua rotina. Em seguida, se faz um business case e finalmente o projeto piloto. Só então serão avaliados os custos da troca da equipe pelo RPA, que precisa ser adquirido por meio do pagamento de uma licença. “Hoje 90% das atividades operacionais de RH são repetitivas e dentre essas, 65% podem ser robotizadas”, afirmou ele.

Kamakura contou como o RPA ajudou na contratação de 70 mil voluntários que trabalharam nas Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro, em 2016. “Nós criamos um portal para inscrição de candidatos e aplicamos filtros, como fluência com a língua, experiência, educação. Um algoritmo, com 300 variáveis, permitiu identificar o candidato adequado para cada função em 65 locais diferentes”. Ele acrescentou que, hoje, o RPA pode inclusive alavancar previsões com base em dados públicos. “Pode descobrir, por exemplo, como um juiz ou vara lida com cada tipo de reclamação”.

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