O método Google Cloud: como construir uma jornada de sucesso na nuvem

Publicado em 17 de junho de 2021

“A primeira pergunta que fazemos para o cliente é qual a transformação que ele deseja implementar”, explica Elisa Kobayashi Sigueta, Customer Engineering Manager do Google Cloud. A partir daí, segue-se um mapeamento inicial em que são considerados os desafios do cliente, do setor e os resultados pretendidos, e um deep dive em suas demandas.  

Resumindo, “a gente traduz os requisitos que foram levantados tanto estratégicos quanto operacionais para um desenho de ‘estado futuro’, onde trabalhamos com um mapa de soluções e desenvolvemos junto com um cliente um roadmap para implementação”, diz Elisa.  

A entrada no universo da nuvem é uma jornada sem volta. Afinal, tem sido sinônimo de ganhos em escalabilidade, racionalização de custos, agilidade e flexibilidade. Mas, é importante entender que há riscos e desafios associados a esta jornada. Implica em mudanças de processos que geram dúvidas e preocupações. 

O Google Cloud tem liderado projetos de melhores práticas de gestão de pessoas e liderança, metodologias de engenharia de software, que são alinhadas à infraestrutura e à operação com objetivo de aumentar a escalabilidade e a confiabilidade dos sistemas (SRE) e modelos de segurança, de zero trust, como o BeyondCorp.  

Ou seja, a partir da experiência desenvolvida dentro de casa, sua divisão de Cloud aplica uma abordagem simplificada para adoção da nuvem, que é chamada de Google Cloud Adoption Framework. Basicamente, um framework baseado em Pessoas, Processos e Tecnologia. 

Agilidade e apoio aos clientes na pandemia

A pandemia acelerou a demanda por transformação digital em todos os setores da economia. Algumas empresas tinham planos de fazer a virada em vários anos e tiveram de executá-la em poucos dias, tudo muito rápido. 

No início, a preocupação geral era garantir a continuidade dos negócios, pois o mundo passou a trabalhar de forma remota, literalmente da noite para o dia. “Neste aspecto, pudemos ajudar com soluções de colaboração e produtividade, como o Google Workspace, que permite aos nossos clientes manter a produtividade com segurança trabalhando remotamente”, conta Elisa.  

Depois, veio uma preocupação com a eficiência operacional, que prevê redução de custos e automação de processos. Para isso, temos uma série de soluções de infraestrutura em nuvem, como o Compute Engine por exemplo.  

Outro ponto crítico para muitos de nossos clientes foi o aumento da demanda nos canais digitais, no e-commerce e nas plataformas de vendas. Foi preciso redefinir as estratégias e os modelos de engajamento com seus consumidores para uma abordagem que considerasse a experiência digital como prioridade. “Conseguimos dar apoio com a modernização de plataformas de comércio eletrônico, garantindo flexibilidade, escalabilidade e confiabilidade. Além de soluções analíticas, como endereçar campanhas de MKT para os clientes, por exemplo”, afirma Elisa.  

A cultura de inovação passa pela colaboração

 Uma das soluções que o Google Cloud aporta para apoiar um ambiente colaborativo é o Google Workspace. “Percebemos que os colaboradores das organizações se sentem sobrecarregados, o que gera barreiras entre as equipes. Isso porque muitas ferramentas estavam projetadas em um ambiente corporativo de escritório tradicional. Agora atuamos em grande parte em ambientes remotos e dispersos”, aponta Elisa. 

A comunicação se tornou um ponto de atenção na dinâmica remota, já que muitos colaboradores se sentem desconectados de seus pares. É justamente aí que entra o Google Workspace, que foi projetado para funcionar de maneira útil e intuitiva. Trata-se de um conjunto de soluções que propiciam um ambiente de colaboração e também permitem maximizar o tempo.  

O conceito é baseado na ideia de que as pessoas possam se mover facilmente e de forma integrada entre e-mails, chats e outras plataformas, desenvolvendo conteúdos a várias mãos em tempo real. São ferramentas já bastante usadas por bilhões de pessoas, como o Gmail, Calendar, Google Drive e o Meet, que tem sido fundamental para manter times conectados.  

“Os profissionais têm se sentido sobrecarregados neste contexto de pandemia e, muitas vezes, a tecnologia agrava este problema por gerar barreiras entre pessoas e equipes. As soluções que oferecemos contribuem justamente para quebrar os silos nas organizações”.   

Dados e AI: os propulsores da transformação dos negócios

Em Google Cloud, o objetivo é colaborar com as empresas em suas jornadas de transformação digital. E dados são sempre um dos pontos centrais na maioria das conversas.  

Dados são os propulsores da Nova Economia e estão transformando os setores. A inteligência no uso de dados é parte da premissa do Google, como uma empresa de tecnologia. Para apoiar seus clientes nisso, o Google Cloud dispõe de ferramentas que permitem a integração de dados de diferentes origens e formatos.  

“Podemos apoiar as empresas olhando para cada indústria. Aplicamos a nossa experiência em AI e machine learning para previsão de demanda e inventário no varejo, telemedicina em saúde, inspeção de qualidade em manufatura. São soluções que ajudam os clientes não somente a reduzir custos ou resolverem problemas de negócios, como também apoiam a terem resultados de forma rápida sem precisar dispor de um time grande de cientistas de dados”, afirma Elisa.  

Criando modelos eficazes de machine learning

 No processo de criação de um modelo de machine learning, o acesso a bons datasets é fundamental. Por isso um dos primeiros passos é a análise exploratória dos dados, ou seja, o que eles conseguem entregar.  

As empresas têm acesso a um volume muito grande de dados, como é o caso do varejo. O Google Cloud consegue prover ferramentas que apoiam a leitura desses dados, ainda na fase exploratória. O big data por si só não diz muita coisa, como explica Renato Leite, machine learning specialist do Google Cloud. 

 Uma vez concluída esta etapa, um momento fundamental é como casar o entendimento desses dados e o uso para o negócio em si. É aqui que entra o machine learning, capaz de prover análises preditivas.  

Uma das grandes questões que se impõem hoje é a respeito do uso do machine learning nas empresas. Para Renato, a tecnologia potencializa o trabalho de experts, pois o conhecimento técnico e do negócio é determinante. “O tempo de um especialista será usado para trazer insights e validar o modelo e os processos usados no aprendizado das máquinas”.  

 A expansão dos modelos de machine learning é algo que interessa diretamente ao Google Cloud, tanto é que há todo um ecossistema aberto para aprendizagem e também para a colaboração, por meio de parcerias com empresas como a Udacity e a Coursera e acesso livre a eventos e cursos para desenvolvedores e comunidades.  

Wrap up

Cloud, um caminho sem volta | A entrada no universo Cloud é uma jornada sem volta, afinal tem sido sinônimo de ganhos em escalabilidade, racionalização de custos, agilidade e flexibilidade. Mas, é importante entender que há riscos e desafios associados a esta jornada. 

 
Inovação passa pela colaboração. Uma das soluções que o Google Cloud aporta para apoiar um ambiente colaborativo é o Google Workspace. O conceito é baseado na ideia de que as pessoas possam se mover facilmente e de forma integrada entre e-mails, chats e outras plataformas, desenvolvendo conteúdos a várias mãos em tempo real. 

 
Uso inteligente de dados. Os dados são os propulsores da Nova Economia e são eles que estão transformando os setores. O Google Cloud dispõe de ferramentas que permitem a integração de dados de diferentes origens e formatos usando AI e ML com um olhar específico voltado às demandas de cada indústria.