8 profissões mais quentes do mundo da tecnologia

8 profissões mais quentes do mundo da tecnologia

Descubra as habilidades que estão provocando uma caça feroz aos talentos pelas empresas em todo o mundo

Publicado em 10 de abril de 2019

Especialista em blockchain, cientista de dados, designer chatbot, analista de experiência do usuário… Se você nunca ouviu falar nestas profissões ou até já ouviu sobre uma ou outra, mas não tem ideia do que sejam ou para que servem, é bom começar a se atualizar. Muitas dessas funções já são consideradas como moeda de ouro dentro de grandes empresas em todo o mundo. 

A revolução profissional, demandada pelo avanço tecnológico, já é uma realidade e tem trazido mudanças cada vez mais velozes para a qualificação de atribuições de candidatos a uma vaga de emprego. “Sobreviverá quem conseguir aprender e desaprender rapidamente e unir quatro capacidades fundamentais: conhecimento tecnológico atual, emergente, negócio e gestão. Muitas áreas convergem entre si e navegar em todas, ainda que um pouco, será cada vez mais valorizado”, explica Alberto Albertin, professor e coordenador da área de TI da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo. 

O Experience Club conversou com profissionais experientes da área e listou oito principais tendências de profissões de tecnologia que vão dar o que falar nos próximos anos:

1- Especialista em blockchain

Sabe-se que blockchain funciona como uma espécie de “registro” público permanente e seguro de todas as transações, como transações monetárias ou sobre outros bens de valor. Mas pensar em blockchain apenas para criptomercado é uma mínima fração do que está por vir. “Esta é a profissão de quem sabe decodificar toda a cadeia de blockchain, minerar um dado e dominar a parafernália. Qualquer transação pode ser feita usando a segurança prometida pela tecnologia: processos entre empresas, comunicação…tudo pode gerar histórico com segurança e não violável”, explica Albertin. 

2-Designer chatbot: 

Chatbot são softwares que funcionam em aplicações de mensagens, aqueles robôs que tiram dúvidas de consumidores ou em um serviço telefônico. Tudo isso nada mais é do que algoritmos direcionados para a comunicação, capazes de interagir com pessoas reais: fazer vendas, tirar dúvidas, etc. Para cada tipo de empresa e serviço, haverá um chatbot específico, com características, funções e, sobretudo, banco de dados próprios. O designer chatbot é quem, além de criar tudo isso, faz com que a plataforma funcione e interaja corretamente. 

3-Arquiteto de cloud

“Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito”, disse Oscar Niemeyer. Imagine pensar neste conceito dentro de sistema em nuvem. Armazenar dados e informações de forma segura em cloud é a principal função deste profissional, que trabalhará com cloud computing (infraestrutura de nuvem). “É o profissional que desenha onde vai ficar cada uma das bases dados e como a comunicação entre as distintas bases de dados vai acontecer entre si. Pensemos em uma empresa que vai implementar um sistema financeiro: há diferentes tabelas de alíquotas tributárias: IR, Piscofins, etc. São diversos tipos de tributação incidentes e é preciso organizar tais tabelas. Na hora de fazer uma venda ou registrá-la, o sistema puxa as informações certas de cada tabela. Se puxar errado, há risco de emitir uma NF errada ou recolher mais imposto do que deveria. “É o desenho de um programa que vai atuar em cloud, não no servidor da empresa. Envolve programação e muita sequência lógica. É o futuro já presente”, analisa Caio Arnaes, gerente sênior da Robert Half, empresa de consultoria em recrutamento, entre as líderes de mercado.

4-Analista de ‘user experience’

 

É o profissional de UX, cada vez mais requisitado, que ajuda a deixar os softwares mais amigáveis, mais fáceis de serem utilizados e intuitivos. Sente falta de um botão de acesso em um link para buscar uma foto? Isso será identificado por ele, além de qualquer outra função dentro de um aplicativo, como algo que não funcione tão bem ou que poderia estar em outro lugar, acessando ou trabalhando outra coisa. Todas as empresas estão digitalizando seus sistemas. Fora as que existem como um aplicativo. “Um exemplo são as empresas de delivery de comida. O app deve ser o mais fácil e intuitivo para que o usuário não se enfade em usá-lo e esqueça do serviço. É a experiência do usuário que deve ser a melhor possível” aponta Arnaes. 

5-Desenvolvedores “full service”

Para qualquer tipo de sistema funcionar, é preciso de uma “camada” de desenvolvimento de linguagens de programação. São muitos tipos de linguagem de sistema: java, java script, python, react… As linguagens vêm se aprimorando para utilizar cada vez menos memória de um computador ou celular, para ser mais eficientes, e causar menos ruído. Também são comuns os desenvolvedores de “front end”, que trabalham na parte visual dos sistemas, pensando na interação do software com seus usuários, com foco em usabilidade, ergonomia e experiência de quem o utiliza. A novidade apontada pelos especialistas é que, num futuro próximo, o profissional da área será um só, assumindo todas as funções e não mais um especialista “categorizado”. 

6-Cientista de dados

Um cientista de dados é um especialista analítico. Ele é capaz de obter grandes quantidades de dados não estruturados e transformá-los em formatos mais simples, utilizáveis, trabalhando com uma variedade de linguagem de programação, além de ter uma sólida compreensão de estatística. Toda e qualquer atividade gera um tipo de registro/dado/informação. Uma simples transação de farmácia pode gerar informações: saber que um consumidor X sempre compra o produto Y, e quanto ele gasta todo mês neste tipo de estabelecimento. Com relógios inteligentes que monitoram batimentos cardíacos, pressão, é possível fazer um relatório sobre a pessoa em questão. O cientista de dados é o profissional que vai desenhar perfis e extrair informações que sejam interessantes. E é possível ser cientista de dado de qualquer área.

7-Engenheiro de APM (Application Performance Management)



Profissional dedicado em implementar e gerenciar aplicações dentro de servidores das empresas, como o próprio nome diz ‘monitorando’ e ‘gerenciando’ a saúde e performance dessas aplicações. O engenheiro de APM fornece às equipes de DevOps (falaremos no último tópico) as informações necessárias para corrigir problemas de aplicativos rapidamente e identificar oportunidades de melhoria. “É como se este profissional eliminasse a complexidade para assegurar que cada interação digital forneça a melhor solução que o cliente precisa”, explica Danilo Bazzo, diretor executivo do Fluent Tech Studio, empresa de desenvolvimento de sistemas e aplicações web e mobile.  Atualmente é um profissional estratégico e muito desejado. Importante para respostas realtime, cada vez mais necessárias no mercado digital.

8-Engenheiro DeVops

O termo DeVops deriva da junção das palavras “desenvolvimento” (development) e “operações” (operations), sendo uma prática de engenharia de software que possui o intuito de unificar o desenvolvimento de software (Dev) e a operação de software (Ops). Nada mais é do que um conjunto de práticas para integração entre as equipes de cada uma destas áreas, em teoria, antes distintas, no mercado de tecnologia: desenvolvimento de software e operações envolvidas (como controle de qualidade) e a adoção de processos automatizados para produção rápida e segura de aplicações. “A tecnologia passa a ser básica e essencial para a competitividade das empresas e o crescimento de qualquer profissional. Isso afetará diretamente todos os profissionais independente do perfil de atuação. E a área de DevOps será importante nesse processo”, enfatiza Danilo.

Texto: Thaís Botelho

Imagens: Unsplash