Employee Experience: por um emprego menos ordinário

Employee Experience: por um emprego menos ordinário

Como criar uma cultura de liberdade, engajamento e confiança, segundo o Twitter, Dasa e Gympass

Publicado em 13 de junho de 2019

Culturas do passado não atendem mais aos anseios das novas gerações de colaboradores. Problemas estruturais corporativos, como burocracia, politicagem de colegas, falta de visão do RH e ausência de flexibilidade dos líderes minam qualquer consequente ação de engajamento de funcionários. Para ir além, é preciso rever a cultura da empresa, a mentalidade de seus líderes e os processos.

Essas foram algumas das ações compartilhadas com os 140 líderes de RH que assistiram o painel EX + CX (de Employee Experience + Customer Experience), conduzido por Clayton Pedro, vice-presidente de Pessoas, Cultura & Performance da Athié Wohnrath, durante o Fórum RH Club, nos dias 10 e 11 de junho no Sofitel Guarujá Jequitimar.

Essa correlação entre as experiências vivenciadas pelos consumidores e pelos funcionários resultou em uma rica lista de aprendizados compartilhados pelo Twitter, Dasa e Gympass. Conheça abaixo:

Dasa

Com 23 mil colaboradores e mais de 40 marcas, a Dasa passou por um importante processo de modernização de dois anos para cá. A empresa que era puramente de diagnósticos se transformou em uma expert em tecnologia voltada à saúde.

Esse cenário resultou na construção de uma cultura única, o que tem permitido compartilhar as melhores experiências vivenciadas pelos pacientes com as experiências proporcionadas aos colaboradores. Palavras como respeito, comunicação, meritocracia ganharam ainda mais relevância dentro da Dasa.

Dentre as ações conduzidas por Rafael Lucchesi, diretor-executivo de Estratégia e Gestão de Pessoas da Dasa, estão a aposta em ambientes flexíveis e informais, o investimento em times com mais autonomia e menos hierarquia e até mesmo uma mudança radical no dress code. “Também estamos próximos das health techs no Cubo e criamos o DasaExp (novo espaço de inovação e células ágeis)”, conta Lucchesi.

Twitter

O Twitter defende a liberdade de pensamento e expressão. Essa experiência do usuário também está ligada à experiência do funcionário. “Há autonomia para que todos sejam quem são tanto dentro e fora da empresa. Não acredito que alguém consiga ser duas pessoas – jurídica e física – ao mesmo tempo”, conta Francine Graci, head de Aquisição de Talentos e Desenvolvimento Organizacional e Aprendizado do Twitter para a América Latina.

Ela assegura que o RH do Twitter não tem intenção de controlar, restringir ou penalizar o funcionário. “A única coisa que os funcionários precisam entender é que, por serem funcionários do Twitter, eles acabam se tornando mais alvo. A orientação é: cuidado com você e com o que você vai atrair”, explica.

Gympass

Uma única mensalidade e acesso ilimitado a 21.300 academias, 735 modalidades esportivas e 1.463 cidades. Essa á estratégia da Gympass, que nasceu com o propósito de levar saúde para as pessoas. “Hoje, 90% dos colaboradores utilizam Gympass. Mas não estou contente. Quero chegar a 100%”, afirma Luiz Felipe Massad, diretor de RH da Gympass para a América Latina.

Com o intuito de ajudar as pessoas a encontrarem um hábito saudável que traga prazer, o Gympass nasceu e também promoveu um reposicionamento de branding. Antes, a marca usava influenciadores para divulgar seu produto. Isso até perceber que os 5% do público super fitness não precisava ser seu foco e sim os 95% dos sedentários. E a ideia não é mandá-los simplesmente correr ou fazer musculação.

“Queremos incentivar as pessoas a encontrarem um hábito que traga prazer. Pode ser circo, remo, ioga.” E não praticar bullying e criticar sedentários.

Texto: François Terzian

Imagens: Marcos Mesquita/Experience Club e Unsplash