Guerra no Irã, IA, Ozempic: está tudo conectado, diz Scott Galloway

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Inteligência artificial. Guerra no Irã. Dívida de países do sul global. As bolsas de valores. O Ozempic. Pode não parecer, mas tudo isso está interligado, mexendo uns com os outros. Quem mostrou tudo isso foi Scott Galloway, professor da Escola de Negócios Stern da Universidade de Nova York, em uma conversa afiada sobre negócios, política, geopolítica e Ozempic com o jornalista Ed Elson.
Sobre a guerra, ele afirmou que o maior vencedor geopolítico do conflito no Irã é a Rússia, porque tem mais capital para financiar o conflito na Ucrânia e conta com a distração do mundo ocidental. Entre os beneficiados econômicos, estão os grandes produtores de petróleo: Canadá, Noruega e Arábia Saudita. Já os perdedores são países como Japão e Coreia do Sul, cuja dependência do petróleo do Estreito de Ormuz os torna extremamente vulneráveis.
Para ele, o verdadeiro risco sistêmico não está onde os olhos estão. Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka e Filipinas têm dívidas em dólares e são altamente dependentes de energia. Com moedas em colapso, um eventual calote pode gerar um efeito cascata nos grandes bancos.
Galloway argumentou que grande parte do sucesso americano não é mérito: é geografia e sorte. Dois oceanos de proteção, vizinhos inofensivos, autossuficiência energética e alimentar e recursos naturais abundantes são os principais fatores de prosperidade.
IA e demissões
Muitas demissões que são atribuídas à IA são, na verdade, disfarce para má gestão e previsão equivocada de demanda. Demitir alegando IA valoriza a ação; demitir por queda de demanda a derruba. Além disso, o catastrofismo dos líderes de IA é uma forma de narcisismo e marketing.
Aliás, para Galloway, a ausência de regulação das big techs não é acidente, é resultado de um sistema em que as empresas descobriram que o maior ROI é financiar campanhas políticas.
GLP-1 mais Importante que IA
Para Galloway, os medicamentos GLP-1 (como Ozempic) terão impacto mais transformador na economia e na sociedade do que as IAs. Outra afirmação que se destacou em sua palestra foi sobre a importância do diploma. Para ele, quem diz que faculdade não importa quase sempre tem um diploma de pós-graduação deuma universidade de elite. E o verdadeiro escândalo não é quem entra, mas quantos poucos entram.
Índices que importam
Usar índices das Bolsas como termômetro da saúde americana é uma distorção perigosa: elas medem o desempenho do 1% mais rico, não da população. Galloway acredita que os índices que importam são que 70% dos americanos têm sobrepeso, que um em cada 3 adolescentes já teve ideação suicida e apenas um em 10 jovens se sente bem com o futuro do país.
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