Os planos da Virgin Atlantic para o Brasil em 2020

Companhia aérea do empresário Richard Branson está focada em conquistar o maior mercado de negócios da América Latina

Publicado em 29 de novembro de 2019

No Jantar do Ano, evento exclusivo do Experience Club realizado em parceria com a Virgin Atlantic em 22 de novembro, no WTC Golden Hall, uma plateia de 550 executivos do mercado brasileiro teve a oportunidade de ouvir pessoalmente de Sir Richard Branson quais são os planos de sua companhia aérea para o Brasil. 

A Virgin Atlantic, fundada pelo icônico empreendedor britânico há 35 anos, que hoje transporta 5,4 milhões de clientes por ano, anunciou recentemente um codeshare com a brasileira GOL, permitindo que clientes saiam do Aeroporto Heathrow, em Londres, para São Paulo e façam conexão direta para 37 destinos em todo o Brasil. O voo inaugural está previsto para 29 de março de 2020. 

Em breve, a Virgin Atlantic e a GOL pretendem expandir ainda mais sua parceria codeshare, com a inclusão de voos para Argentina, Chile e Uruguai. No entanto, o foco por hora está na operação brasileira, em particular nos executivos, como esclareceu Yuli Thompson, VP das Américas e Internacional da Virgin Atlantic, em entrevista exclusiva ao Experience Club.

“Nós somos apaixonados por oferecer experiências de alto valor para os nossos clientes e a inovação está em nosso DNA. Esse é um dos motivos pelo qual deslocamos um time da Virgin Atlantic para São Paulo para conhecer a cidade e seus aspectos culturais”. 

Trata-se do jeito “Virgin Atlantic” de ser. Em setembro, a companhia lançou um novo voo a Tel Aviv (Israel). Para atender com excelência a comunidade judaica, a tripulação passou por treinamentos culturais, que incluem cuidados específicos com a comida kosher. “Nossa visão é ser a companhia mais amada. E para isso, nós queremos ouvir o nosso consumidor e entender como podemos servi-lo da melhor forma”, completa Yulli. 

Entre os planos da nova empreitada, considerando São Paulo como um polo importante de importação e exportação, é que a cidade se torne uma rota de carga relevante para a companhia britânica, incluindo transporte de comida, produtos agrícolas, farmacêuticos, entre outros. 

Assista a trechos da entrevista exclusiva de Yulli Thompson para o Experience Club. 

Aquecimento global: como a Virgin Atlantic atua para diminuir seu impacto 

Durante um bate-papo com Ricardo Natale, CEO do Experience Club, Richard Branson falou sobre a urgência de se minimizar os impactos negativos da indústria no meio ambiente e contou como a Virgin Atlantic tem atuado nisso. Um dos pontos levantados por ele é a necessidade de diminuirmos o consumo de carne vermelha dado o impacto ambiental da criação de animais. Por meio de uma iniciativa em parceria com a organização Sustainable Restaurant Association (SRA), a Virgin Atlantic tomou algumas decisões.

Em 2018, a companhia anunciou a retirada da carne bovina de seu cardápio. Além disso, afirmou que não iria mais usar óleo de palma no preparo das refeições oferecidas em seus voos.

Ainda em 2018, a Virgin Atlantic conquistou a maior classificação em sustentabilidade entre todas as companhias aéreas, com uma nota A- em liderança na avaliação de desempenho do Carbon Disclosure Project. Entre as frentes responsáveis por este reconhecimento está a troca de aeronaves. O novo modelo Airbus A350-1000 (12, no total) ajudará a transformar a frota da companhia em umas das mais silenciosas e eficientes em consumo de combustível. O compromisso da Virgin Atlantic é reduzir as emissões de CO2 de suas aeronaves em 30% até 2021.

Futuro dos combustíveis 

“Nós também estamos olhando para o futuro dos combustíveis”. Branson destacou a parceria com a empresa de tecnologia LanzaTech, desde 2011, que teve como foco o desenvolvimento de um novo combustível, o LanzaJet, que demonstrou ter até 75% menos emissões de CO2 que o querosene convencional.

O princípio da tecnologia é converter gás residual de monóxido de carbono (CO) de instalações da indústria pesada, como usinas siderúrgicas, em etanol, que pode ser usado para produção de combustível de aviação. Em 2018, foi realizado o primeiro voo da Virgin Atlantic com o combustível da LanzaTech: um passo importante no desenvolvimento do combustível para uso comercial.

Texto: Luana Dalmolin

Imagem: Marcos Mesquita | Experience Club