Sete propósitos do W-CFO para acelerar o poder nas Finanças

Sete propósitos do W-CFO para acelerar o poder nas Finanças

Para Sany de Oliveira, uma das fundadoras da organização, objetivo é mostrar o lado humano da carreira e reforçar liderança feminina no mercado

Publicado em 27 de novembro de 2020

Finanças é uma área em que a presença masculina predomina. Mas se depender de um grupo de 30 lideranças femininas na área nas empresas em que atuam, esse cenário vai mudar. É o que projeta o W-CFO Brazil, iniciativa recém-lançada por executivas de Finanças que tem como principal objetivo valorizar o poder feminino na área.

Por meio de conteúdos nas redes sociais, realização de eventos e ações voltadas para jovens talentos, o grupo pretende deixar os números de lado para mostrar um lado mais humano da profissão e, consequentemente, gerar mais interesse de mulheres em seguir carreira na área. Os propósitos do W-CFO também abrangem um maior reconhecimento dentro das corporações, já que muitas vezes o departamento não tem a mesma visibilidade de outros setores apesar da sua importância para os negócios da companhia.

“No grupo não importa a empresa e sim a intenção das participantes em valorizar a presença feminina na área e trazer para o debate temas pouco abordados, como diversidade, violência contra as mulheres e o desafio de aliar o trabalho e ser mãe ao mesmo tempo”, afirma Sany de Oliveira, uma das fundadoras do W-CFO.

Veja abaixo os propósitos do grupo que pretende reforçar a presença feminina na área de Finanças.

[Assista ao vídeo e mergulhe no assunto]:

Projeto nasceu no CFO Week

Curiosamente, a ideia de mulheres líderes de Finanças se juntarem para criar uma iniciativa para valorizar e debater sobre a presença feminina na área nasceu em um evento do Experience Club. Foi no CFO Week realizado no hotel Jequitimar, no Guarujá, em outubro de 2017, onde mais de 90% dos participantes eram homens. Dali surgiu as primeiras conversas e, no evento no ano seguinte, um painel foi realizado apenas por mulheres.

Naquela edição, o cofundador e CEO do Experience Club, Ricardo Natale, chegou a provocar as participantes dizendo que no próximo CFO Week gostaria de ter pelo menos 40% de participação de mulheres no evento. A partir dali, as líderes na área passaram a se encontrar em cafés da manhã, almoços e jantares onde começaram a debater os propósitos do grupo até lançarem neste ano o W-CFO.

Além dos números

Nas conversas sobre a criação do grupo, ficou definido que o principal objetivo era valorizar a presença das mulheres em Finanças mas que os propósitos precisavam ir além dos números. Logo descartaram abordar o conteúdo técnico da área pois é um tema muito debatido, com várias instituições e eventos que já fazem esse papel. Dessa forma, foi definido que a abordagem seria mais pelo lado humano de Finanças, e sempre com um olhar voltado para estimular a presença de jovens na área.

Produção de conteúdo

O W-CFO foi apresentado ao mercado no último mês de agosto com a publicação de um vídeo no LinkedIn. Além desta rede social, o Instagram e o Facebook são outras ferramentas online utilizadas pelo grupo para a divulgação de conteúdos. Além da peça de apresentação, também foram filmados vídeos abordando temas que ressaltasse o lado humano da área de Finanças como as dificuldades que as líderes tiveram ao longo da carreira por atuar em um segmento em que a presença masculina predomina e os desafios em lidar trabalho e o papel de mãe.

“O impacto gerado no mercado com essas produções nos surpreendeu, e não apenas em pessoas da área de Finanças. Recebemos muitas mensagens de profissionais querendo saber mais sobre o grupo, como colaborar ou fazer parte da iniciativa”, comenta Sany.

Estrutura e novas associadas

(7’50” a 9’53”) A atuação do W-CFO está estruturada internamente em quatro comitês: Governança e Novas Associadas; Mentoring e Educação; Eventos e Relações Públicas; e Mídias Sociais. As áreas são compostas de acordo com a especialidade e afinidade com o tema de cada profissional. E para fazer parte da iniciativa, as participantes criaram três níveis de associadas: as fundadoras, as novas integrantes, e a associada embaixadora. Neste último caso, a profissional não precisa necessariamente ter uma trajetória ou formação em Finanças, mas sim que tenha propósitos de atuação que estejam alinhados às ideias do grupo visando sempre o lado humano da área.

Profissionalização das atividades

(10’41” a 11’42”) As atividades do W-CFO têm como base metodologias e processos que são características de quem atua na área de Finanças. Mesmo para iniciativas como Mentoring, um dos focos para os próximos meses e que está mais ligada a conversas e troca de experiência, vai seguir um padrão pré-definido para visando os objetivos a serem atingidos. Outro exemplo que mostra a profissionalização que está sendo implementada nas atividades do grupo é a atuação em Mídias Sociais. As profissionais que vão atuar na área fizeram um treinamento para obter conhecimento na área e saber usar as ferramentas de maneira adequada e utilizar a linguagem mais apropriada para impactar o público-alvo do grupo.

Vínculo pessoal

(18’03” a 18’40) Apesar de todas as participantes do W-CFO serem líderes na área de Finanças nas companhias onde atuam, a participação no grupo é independente. Por mais que as profissionais tenham cargos de destaque em corporações de grande porte, o nome da empresa não entra nas questões que envolvem o grupo. “Todas as associadas estão vinculadas às suas empresas mas aqui é uma iniciativa pessoal”, explica Sany.

Empoderamento financeiro

(22’03” a 23’50”) Trabalhar o orgulho dos profissionais de Finanças é um dos objetivos do W-CFO. Na visão das associadas, a área tem menos visibilidade dentro das empresas do que outros departamentos como Marketing e Vendas, e muitas vezes os profissionais se sentem até menos importantes do que os colegas de outros setores. Esse é um cenário que o grupo pretende mudar com as próximas ações, seja ressaltando a importância de um contador para a empresa ou mostrando que o profissional da área tem um papel fundamental para o desempenho da companhia. “Isso precisa ser trabalhado até para melhorar a autoestima dos que atuam em Finanças”, diz Sany.

Texto: Fábio Vieira

Imagens: Divulgação