2020: o ano em que o mercado de TI precisará focar em segurança e educação

2020: o ano em que o mercado de TI precisará focar em segurança e educação

Empresas e governos devem atuar juntos para garantir a próxima geração de profissionais

Publicado em 18 de fevereiro de 2020

*Por Cleber Morais, Diretor Geral de Commercial Sector da AWS no Brasil

 

O mercado de computação em nuvem foi criado pela AWS em 2006, quando começamos a oferecer infraestrutura de computação como serviço para companhias em todo mundo. Ainda que apenas 3% do mercado global de tecnologia esteja na nuvem, a adoção desse serviço não é mais uma dúvida e agora as empresas estudam como e quando vão iniciar seu processo de migração.

Uma vez na nuvem, fica mais fácil inovar, criar e transformar serviços e produtos.

Para os próximos anos, vamos presenciar cada vez mais inovações baseadas em serviços como Data Lake, Inteligência Artificial e, principalmente, segurança. O tema está tão em alta que foi recentemente discutido no Fórum Econômico Mundial, ressaltando que a partir de 2020 empresas bem-sucedidas vão precisar criar uma cultura consistente de segurança cibernética em um cenário cada vez mais digitalizado, inovador e conectado.

Contudo, para que o mercado se desenvolva e cresça acompanhando o ritmo das inovações que a nuvem proporciona, é necessário um trabalho eficiente de curto, médio e longo prazo diretamente na base dessa engrenagem: educação de profissionais qualificados que possam absorver as atuais demandas do mercado. Além disso, é importante a compreensão de que a educação deve ser contínua e abrangente.

De acordo com o estudo “Achados e Recomendações para Formação Educacional e Empregabilidade em TIC“, da Brasscom, a demanda anual por novos talentos projetada até 2024 está em 70 mil novos profissionais, mas apenas 46 mil pessoas se formam ao ano no ensino superior com o perfil necessário para atender essas vagas.

Ao observar esses dados, além de criar condições e acesso à educação especializada, há um impacto direto na empregabilidade dos talentos desenvolvidos, pois a academia ainda não tem a capacidade de acompanhar a demanda do mercado.

Sob o ponto de vista do estudante, o conhecimento adquirido torna-se um grande diferencial competitivo, não apenas para aqueles que já estão inseridos nesse mercado, mas também para quem almeja uma posição em equipes de TI.

Os programas de certificações corporativas, que comprovam as capacidades de trabalho de um profissional, precisam ser ampliados. Aqueles que desejam aprender precisam ter acesso ao ensino especializado para desenvolver as habilidades necessárias e exigidas pelas empresas – que não podem se isentar nesta missão.

A educação é responsabilidade de todos: grandes empresas, instituições públicas e até mesmo startups, que precisam trabalhar em colaboração e oferecer o treinamento necessário e, assim, garantir a criação de talentos para o mercado e a próxima geração de profissionais.

Conhecer mais sobre a computação em nuvem faz parte da evolução do mercado como um todo, e o futuro da tecnologia e do estilo de vida dos consumidores está diretamente atrelado à nuvem e suas infinitas possibilidades e aplicações.

Agora é hora de olhar para a educação das próximas gerações de profissionais e da segurança das empresas e consumidores dentro desse ecossistema.

 

*Cleber Morais, Diretor Geral de Commercial Sector da AWS no Brasil. O executivo tem mais de 30 anos de experiência na indústria de TI. Anteriormente, liderou as operações brasileiras de empresas como Avaya, Sun Microsystems e Schneider Electric, além de ocupar o cargo de presidente e CEO da Bematech.