As novas premissas da Alta Performance

As novas premissas da Alta Performance

Em LIVE, gestores de lideranças afirmam que autonomia, accountability e transparência ditam o caminho para resultados exponenciais

Publicado em 15 de Maio de 2020

Como garantir alta performance e engajamento dos profissionais neste momento de virada dos processos de trabalho? Esta foi a discussão central da LIVE Alta Performance desta quinta-feira, 14 de maio, organizada pelo Experience Club, em que participaram três grandes nomes da gestão de lideranças, Conrado Schlochauer da Nōvi, Rita Pellegrino da BRF e Sergio Piza da Klabin. A Live teve patrocínio da BRQ e NewValue.

Para os convidados, a produtividade passa necessariamente pela compreensão de que os times são interdependentes e por estabelecer uma relação de confiança e transparência com todos.

A seguir, os destaques do debate.

INTERDEPENDÊNCIA. Para Rita Pellegrino, HR Director da BRF, o papel da liderança é exercitar a empatia e priorizar a relação de confiança com os times.

“Uma cadeia longa e complexa tem que respeitar a premissa da interdependência. E isso tem a ver com autonomia, accountability e transparência” – Rita Pellegrino

Já Sergio Piza, HR/IT Director da Klabin, entende que este é o momento propício para exercer a liderança em prol de times multifuncionais e engajados. Todo mundo tomando conta de todo mundo.

“O que esperamos de um líder é que ele consiga atingir resultados superiores, com uma equipe conectada, formada por pessoas autônomas e que sejam ouvidas. Estamos tendo a oportunidade de mostrar o valor da interdependência” – Sergio Piza

Por fim, o recado é este: As pessoas precisam entender como o seu papel contribui para o todo, para o estratégico. 

LIFEWIDE LEARNING. A aprendizagem é um processo para toda a vida e acontece em múltiplos contextos: em casa, no trabalho, na escola etc. Conrado Schlochauer, founder da Nōvi, destaca:

“O RH não pode ser a polícia da aprendizagem.Temos que ser enable e não provider. Isso significa que a curadoria de conteúdos não tem necessariamente que vir da empresa” – Conrado Schlochauer

O consultor atua há anos com processos de autoaprendizagem e na formatação de comunidades de aprendizagem. Ao ser questionado sobre como escolher um curso em meio à enxurrada de demanda, ele propõe uma reflexão. “Um curso ou uma formação é um meio para chegar a algum lugar. Então, a minha sugestão é pensar qual aprendizado deixaria sua vida melhor e mais produtiva”. Rita Pellegrino conta que a BRF, por exemplo, ampliou sua plataforma de aprendizagem, trazendo mais parceiros para perto e conteúdos mais assertivos. Ela concorda com Conrado. “A curadoria tem que ser bottom-up para engajar. Não precisamos de alguém numa central, numa torre para fazer as escolhas”. 

Texto: Luana Dalmolin

Imagens: Experience Club