Criatividade e audácia: como tomar decisões em tempos imprevisíveis

Criatividade e audácia: como tomar decisões em tempos imprevisíveis

Solange Sobral, VP Partner da gigante de tecnologia CI&T, lista oito pontos centrais para acelerar a performance em um cenário de incertezas

Publicado em 10 de setembro de 2020

Capacidade de aprender, velocidade de resposta, criatividade e audácia na tomada de decisão são elementos de liderança estratégica que têm feito algumas empresas se saírem melhor neste momento de imprevisibilidade. Esta é a opinião de Solange Sobral, VP Partner da CI&T, gigante brasileira de tecnologia que há mais de 25 anos impacta os negócios das marcas mais valiosas do mundo por meio de soluções digitais. 

Para a executiva, a nova estratégia para manter o foco e gerar receita passa pela quebra de hierarquia e pela inteligência coletiva. “A descentralização na tomada de decisões é chave. Precisamos empoderar nossos times, acreditar no poder da colaboração”, diz Solange Sobral. 

Derrubar os silos – as barreiras corporativas que distanciam o nível executivo de seus times- é um ponto central diante dos novos modelos de negócio e atuação no mercado, diz Solange. Além da inovação. “Empresas que hoje estão muito bem posicionadas são aquelas que em momento de crise ou recessão, ao invés de só olhar o dia a dia, questões de custos, tiveram algum espaço para olhar para frente e apostar em inovação”. 

Nesta entrevista para o Experience Club, a VP Partner da CI&T aponta Oito ensinamentos para os tempos de imprevisibilidade nos negócios. 

[Assista ao vídeo e mergulhe no assunto]:

1- Pilares antifragilidade 

“As empresas que estão conseguindo responder mais rápido em tempos de incerteza estão baseadas em alguns pilares de antifragilidade. São eles: capacidade de aprender de maneira coletiva, descentralização na tomada de decisão, criatividade e audácia para a tomada de riscos”. 

2- Síndrome de “pai rico”

“A empresa que ganhou o jogo até aqui tem ‘síndrome de pai rico’. É difícil entender que precisa mudar tudo e quebrar seus modelos. O momento atual, de escassez, traz esta oportunidade, de voltar à origem, ao necessário, de apostar na jornada básica do cliente”. 

3- Inteligência coletiva

“A aproximação do nível executivo e seus times e o melhor aproveitamento da inteligência coletiva e da construção colaborativa são fundamentais para a resolução dos problemas complexos que temos hoje”. 

4- Modelo de operação inovador

“Empresas bem posicionadas são aquelas que em momentos de crise ou recessão, ao invés de olhar só para o dia a dia e os custos, tiveram espaço para apostar em inovação, que precisa fazer parte do modelo de operação e do processo”. 

5- Cultura de experimentação

“Aprender rápido, experimentando com o cliente, é fundamental no modelo de operação. Reduzir os ciclos, também. Tem empresa que implantou um projeto de home office de três anos em dois meses”. 

6- Human to Human 

“A chave é entender que as melhores experiências serão criadas de humano para humano. Os dados e a inteligência analítica podem acelerar o processo, mas o importante é conseguir olhar sua empresa como uma soma de indivíduos”. 

7- Responsabilidade social

“A responsabilidade social e o impacto que a empresa deixa na sociedade, cada vez mais, são fatores de continuidade do negócio. As novas gerações dão importância para estes temas e as companhias precisam pensar em como impactam a vida dos seus colaboradores, consumidores e qual a nova jornada estão construindo na sociedade”. 

8- Construa seu legado

“A grande reflexão como líder é deixar um legado e empresas melhores para nossos filhos. Precisamos olhar a empresa como um elemento social relevante. Algumas ações vêm do governo, outras são de responsabilidade das companhias”. 

Texto: Andrea Martins 

Imagens: Reprodução | Experience Club