Nada Easy

Nada Easy

O passo a passo de como combinei gestão, inovação e criatividade para levar minha empresa a 35 países em 4 anos.

Publicado em 31 de Maio de 2019

Ideias Centrais

*“Uma ideia vale 10 centavos a bacia”, é uma das máximas defendidas pelo autor, que afirma que um grande insight de nada vale se sua proposta de valor não for validada por dados, pesquisas, feedbacks e testes exaustivos do protótipo até chegar ao product market fit ou, simplesmente, o produto que atenda às necessidades de seu público de interesse;

*A razão de ser de uma startup é promover inovações que resolvam problemas reais de um determinado público dentro de uma estrutura enxuta e altamente escalável;

*“Um bom time pode tornar um produto ruim, bom. Por outro lado, um time ruim pode transformar um produto bom em ruim”, expressa a regra de ouro do autor para assegurar o sucesso de uma startup: construir times altamente competentes cujas especialidades se complementam. Essas pessoas devem, assim como você, estar 100% comprometidas com o sucesso da empresa. Portanto, é essencial que o empreendedor não economize tempo para entrevistar candidatos até encontrar os profissionais cujos propósitos estejam alinhados com os seus.

*Uma grande empresa, um bom produto e um time campeão podem ser arruinados se o empreendedor não tiver o mínimo de conhecimento de aspectos como noções jurídicas básicas, onde encontrar e como atrair investimentos e técnicas para escalar sua proposta de valor para os mais diferentes mercados e públicos.

*Inovar é preciso: a transformação digital tornou a mudança de paradigmas mais acelerada do que nunca. Assim, mesmo os negócios mais disruptivos precisam se reinventar constantemente para permanecer relevantes.

Perfil do Autor

Tallis Gomes é o fundador do Easy Taxi, aplicativo de solicitação de táxis presente em 35 países de quatro continentes. Eleito pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT) como um dos jovens mais inovadores do Brasil, já ministrou palestras nas melhores universidades do mundo como Columbia, Duke, Harvard e Younsei (Coreia do Sul). Desde sua saída da Easy, Tallis se dedica ao marketplace Singu, especializado em beleza e bem-estar.

Prefácio

A apresentação do livro ficou a cargo de José Eduardo Mendes, fundador e CEO do Hotel Urbano, marketplace especializado na oferta de hospedagens em mais de 35 mil destinos em todo o mundo.

Para Mendes, que acompanha de perto a trajetória do fundador do Easy, não há meio termo para Tallis: seja para “devorar” uma matéria jornalística ou colocar em prática sua visão de negócios, o empresário é um realizador nato, que dá tudo de si para fazer as coisas acontecer.

Em uma linguagem simples e descontraída, Duda, como é conhecido no meio empresarial, faz paralelos entre a história do Easy e a de seu próprio projeto, ressaltando a capacidade do colega em não se conformar com o sucesso mesmo sendo considerado uma das mentes mais brilhantes do empreendedorismo brasileiro. Para o CEO do Hotel Urbano, a resiliência e a capacidade de Tallis de acreditar no potencial do país, mesmo com todas suas complexidades, são uma inspiração para o ecossistema empresarial nacional.

Introdução – Qual é a sua dor?

Logo de cara, Tallis dá uma má noticia que, embora seja bastante conhecida, muitas vezes é negligenciada: empreender no Brasil é uma tarefa árdua.

O autor reconhece seu pragmatismo, mas afirma que sua intenção é, justamente, não vender um conto de fadas a ninguém.

De fato, ele se propõe a antecipar toda a trajetória que um empresário precisa percorrer – e quais armadilhas deve procurar evitar – para colocar sua ideia em prática.

No entanto, o empresário afirma que, apesar das dificuldades, vale a pena trilhar este caminho. Para isso, se propõe a oferecer a seus leitores um guia prático de como tirar do papel um projeto e transformá-lo em um plano de negócios viável, capaz de entregar valor a seu público alvo e atrair investidores interessados em contribuir para transformá-lo em uma realidade para seu mercado.

Capítulo 1 – O sonho

A maioria das histórias de startups acabam se confundindo com a trajetória pessoal de seus fundadores, que muitas vezes a iniciam sem nada além de um sonho. Com Tallis não foi diferente.

No primeiro capítulo, o autor conta suas origens humildes, as dificuldades enfrentadas devido à separação de seus pais e como encontrou em seu padrinho, o qual chamava carinhosamente de “vô”, o apoio para conseguir estudar e dar seus primeiros passos no mundo dos negócios.

Nos primórdios do Mercado Livre no Brasil, Tallis aproveitou-se do alcance da plataforma para comprar e revender celulares para moradores de sua cidade natal, Carangola, no interior de Minas Gerais.

Com a ideia de construir seu próprio caminho, muda-se para o Rio de Janeiro para estudar marketing na prestigiada Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Devido a dificuldades financeiras enfrentadas pelo avô, Tallis precisou encontrar um emprego formal e foi em 2006, no grupo Severiano Ribeiro, controlador da rede de cinemas Kinoplex, que obteve seu primeiro estágio e a oportunidade para sua primeira grande aposta empreendedora: fazer a empresa, mesmo que à revelia de seus superiores, investir em uma promoção para atrair seguidores para um perfil no Twitter que, na época, havia acabado de chegar ao Brasil. A experiência, segundo o autor, sedimentou nele a noção de que correr riscos é uma condição inerente a quem busca inovar e alcançar grandes objetivos, lição que levaria para si em sua trajetória empreendedora.

Capítulo 2 – Como ter uma ideia viável?

Em sua trajetória, Tallis relata que se depara constantemente com candidatos a empreendedores com o mesmo questionamento: “quero empreender, mas não sei por onde começar”. Para solucionar a angústia, ele é categórico: é preciso pensar em um problema que ninguém resolveu ainda.

Para ilustrar a lição, o autor usa a própria experiência na fundação do Easy Táxi. Durante a competição Startup Weekend, em 2011, frustrado com a demora de uma cooperativa em encontrar-lhe um táxi, ele teve o insight que mudaria tudo: um marketplace onde seria possível localizar os carros mais próximos disponíveis para as corridas.

No entanto, frisa que de nada serve um belo insight se ele não se sustenta na prática. Daí a importância de validá-lo. Neste sentido, Tallis discorre sobre a importância de se dimensionar o mercado em que se pretende atuar, encontrar dados e informações que comprovem a necessidade do produto que se quer vender, conversar com possíveis stakeholders e clientes para entender suas dores e elaborar a matriz de negócios para ter clara qual será a entrega de valor. Em outras palavras, todas as hipóteses devem ser consideradas e avaliadas até compreender qual o cerne da questão a ser solucionada.

Capítulo 3 – Como transformar sua ideia em produto



Com o problema estando claro, vem o próximo passo: como transformar a ideia em um produto? A saída é desenvolver o Minimum Viable Product (MVP) ou, simplesmente, o protótipo.

O MVP deve ser construído da maneira mais rápida e simples possível, entregando o core daquilo que se imagina ser a solução do problema. Aqui, a ideia não é necessariamente começar a capitalizar em cima do produto, mas, sim, colher os primeiros feedbacks de usuários a respeito do valor da entrega e como essa experiência pode ser mais satisfatória. A palavra de ordem é: errar cedo para acertar cedo.

A fase de testes é um momento bastante importante, pois é a partir dos feedbacks recebidos que o empreendedor faz os ajustes necessários até chegar ao que Tallis chama de product market fit, ou seja, quando o protótipo, enfim, se tornou um item útil e desejado por seu público alvo. O autor ressalta, porém, que um produto jamais está finalizado e que seu aperfeiçoamento e atualização deve ser contínuo.

Capítulo 4 – Como construir meu time

“Uma boa equipe é capaz de transformar uma ideia ruim em algo bom. Uma equipe ruim, porém, é capaz de transformar uma ideia boa em algo ruim”. Essa é a máxima defendida por Tallis no capítulo 4. Segundo ele, o grande ativo de uma startup é uma equipe campeã, capaz de se entregar com a mesma tenacidade que seu fundador ao desenvolvimento da empresa e de seus produtos. É por isso que o processo seletivo dessas pessoas é um passo crucial que deve ser cuidadosamente conduzido.

Não há super-heróis no mercado, ou seja, ninguém é capaz de sozinho entregar resultados simultaneamente em todas as áreas que a empresa necessita.

Por isso, o autor defende que o empreendedor deve se cercar de parceiros competentes e que, de preferência possuam habilidades complementares entre si. Para encontrar estes parceiros, há diversos recursos: Linkedin, eventos, palestras, feiras, hackathons, indicações de amigos, enfim, onde for possível estabelecer contato com os cérebros ideais para colocar o negócio de pé.

Ao longo de sua argumentação, Tallis apresenta métodos quantitativos e qualitativos para avaliar os candidatos, como a criação de uma tabela em que se avalia o quanto o candidato se alinha com os propósitos da vaga. Ainda, defende que os processos seletivos sejam feitos de maneira colaborativa, ou seja, várias pessoas, de preferência, de áreas diferentes, avaliando o candidato.

Capítulo 5 – Direito básico para founders