Oito passos para tomar decisões usando a emoção

Um guia prático (e menos angustiante) para ser mais efetivo confiando nos seus valores.

Publicado em 14 de novembro de 2019

Basicamente, tomar uma decisão significa eleger algo e desapegar das demais opções que se apresentam. E todos os dias nos deparamos com esses momentos. Seja uma decisão mais simples, como tomar um sorvete ou comer um bolo, ou questionamentos mais complexos como mudar de carreira, por exemplo. E esse processo muitas vezes é angustiante. 

A coach Katia Takatsuka Naverrete sugere que uma forma de diminuir esta angústia é identificar qual é o seu estilo e qual será o impacto da sua decisão. “A vida está te perguntando algo e você tem que se posicionar de alguma maneira. Entrar em contato com você mesmo e se conectar com honestidade com as suas reais necessidades e vontades é uma forma de chegar a uma decisão que faça sentido”, diz. 

Outro ponto relevante é sobre dividir as suas opções com outra pessoa. Ela explica que quando você verbaliza o que está sentindo, podem surgir insights relevantes para a tomada de decisão. No entanto, ela alerta para o fato de que você deve se colocar como protagonista desta escolha.

“Um terapeuta ou um coach nunca vai te dizer o que fazer, dar a opinião dele, mas sim incitar uma reflexão para que você possa enxergar com mais clareza quais são suas opções e tenha serenidade para tomar a sua decisão”. 

Em um capítulo do livro No Hard Feelings: The Secret Power of Embracing Emotions at Work, os autores Liz Fosslien e Mollie West Duffy propõem uma espécie de guia com oito passos para tomar decisões usando suas emoções.

# 1. Escreva suas opções. Se você escreveu apenas duas coisas, reserve um momento para ver se é possível introduzir uma alternativa adicional. As escolhas geralmente não são binárias. Quando você limita sua decisão a sim ou não, ou A ou B, você torna as apostas muito mais altas do que realmente poderiam ser. Então, se você listou “Ficar no meu emprego atual” e “Aceitar um novo trabalho”, pense se poderia ampliar seu cardápio adicionando algo como “Ficar no meu emprego atual e pedir uma promoção”.

# 2. Liste tudo o que você está sentindo. Você está irritado? Receoso? 

# 3. Regule ou neutralize cada emoção irrelevante.

# 4. Ligue as restantes emoções relevantes a opções específicas. Observe se um sentimento está ligado a uma única escolha. Você está mais animado quando se imagina escolhendo a opção A? Você tem medo de se arrepender ao escolher a opção B?

# 5. Pergunte o que, não por quê. Compare “Por que você está com medo?” a “Do que você tem medo?”. As questões que começam com “por que” normalmente nos atraem para nossas limitações. Já os questionamentos que partem “do que” nos ajudam a ver nosso potencial.

# 6. Descobrir sua tendência de tomada de decisão. Qual das seguintes opções descreve melhor você? 

  1. Você gosta de reunir o máximo de informações sobre suas opções antes de escolher uma.
  2. Você tem uma ideia geral do que deseja e, depois de encontrar uma opção razoavelmente adequada, escolhe-a e segue em frente.

Se você escolheu A, você é um “maximizador”. Se você escolheu B, você é um “satisfeito”. Satisfeitos são geralmente mais felizes com suas decisões, mesmo considerando que os “maximizadores” geralmente acabam com uma opção objetivamente melhor.

“Maximizadores”, aqui estão algumas estratégias para ajudar você a se libertar.  

• Divida suas opções em colunas iguais (por exemplo, se você tiver seis opções, faça três colunas de duas).

• Escolha a melhor opção de cada coluna

• Coloque as eleitas em uma nova coluna.

• Escolha a melhor opção entre as eleitas. 

# 7. Divida o seu pensamento com outra pessoa. Verbalizar seu processo de questionamento obriga você a sintetizar as informações que coletou.

# 8. Tomar uma decisão. Depois de concluir as etapas acima, você deve ser capaz de descartar um número razoável de opções e ter certeza de que tomou a melhor decisão possível.

Texto: Luana Dalmolin

Imagens: Reprodução