Sete atitudes para combater o apagão criativo

Descubra os segredos do CCO da WMcCann André Marques e o professor de criatividade Murilo Gun para derrotar o burnout de ideias

Publicado em 23 de agosto de 2019

Quer um bom emprego, reconhecimento no mercado ou maiores resultados financeiros? Seja mais criativo. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a criatividade é a habilidade que mais se valorizou no mercado de trabalho nos últimos anos. O relatório “O Futuro do Trabalho”, publicado pela organização, aponta a criatividade como a terceira habilidade mais importante para se ter sucesso em 2020. Em 2015, o mesmo estudo colocava a capacidade de criar em décimo lugar no ranking.

Mas a exigência constante desta habilidade no ambiente corporativo pode levar a uma espécie de esgotamento, resultante da necessidade de produzir produtos e projetos inovadores e surpreendentes em tempo integral.

É um verdadeiro burnout criativo, um apagão, um terror, principalmente para profissões que trocam salário por produção criativa, como escrever textos, fazer campanhas publicitárias, desenvolver design inovador, compor músicas ou jingles. 

Ser solicitado a produzir inovação constantemente para pagar as contas é exaustivo. Ou pode resultar em trabalho medíocre, o que gera impacto negativo na carreira.

É importante destacar que a criatividade é uma habilidade e não um dom. Logo, pode ser desenvolvida, assim como nossa capacidade física ou aptidão musical: com treino e prática.

Em busca de armas para combater o apagão criativo, o Experience Club conversou com dois especialistas em criação. Confira.

André Marques – Chief Criative Officer (CCO) da agência de publicidade WMcCann.

1- Sinta-se confortável

“Tenha um processo criativo em que você se sinta confortável. Tem gente que gosta de trabalhar com fone de ouvido ou escrevendo. Outros preferem desenhar, trabalhar em dupla ou em esquemas de squads (grupos de profissionais com habilidades e competências diferentes em times multifuncionais para encontrar soluções rápidas). Vale sempre trabalhar na técnica que te deixar mais confortável. Se ela não estiver rendendo resultado, parta para outra técnica, troque ideias com outras pessoas, isso pode mudar seu ponto de vista e abrir caminhos criativos”.

2- Pare e respire 

“Quando o apagão vem, é uma sensação de fraqueza muito grande para o criativo. Dá aquele frio na barriga, aquela dor no estômago de quem fala: será que vou conseguir resolver este job? E isso é super natural, é uma auto-cobrança, na verdade. Enquanto estamos neste apagão, o cérebro está trabalhando em busca de uma resposta criativa. A primeira atitude neste momento é parar, respirar e, de repente, fazer outra tarefa curta, por um momento, para poder desviar um pouco do assunto e não ficar se afundando cada vez mais no apagão”.

3- Busque centelhas criativas

“É importante procurar algumas referências ou linguagens que possam te ajudar a botar no trilho novamente e buscar alguma faísca de inspiração que te retome para o rumo da criação. Uma vez que retomou, você consegue ficar alguns períodos assim”.

4- Evite distrações constantes

“Dizem que demoramos por volta de 20 minutos para retomar o foco total em um trabalho. Então, apesar de ser difícil, eu tento evitar o máximo de distrações, como emails e mensagens de Whatsapp. O que fiz na prática foi desligar as notificações destas mensagens e somente abrir o email ou Whatsapp quando tenho disponibilidade. Eu controlo a quantidade de vezes que vou ser interrompido. Acho que é uma técnica boa que ajuda a concentrar e, por consequência, evitar o apagão criativo”.

Murilo Gun – Humorista e Professor dos cursos online Reaprendizagem Criativa e CriCriCri (Criando Crianças Criativas).