CVM pede a corretoras plano de emergência por tensão no mercado

CVM pede a corretoras plano de emergência por tensão no mercado

Em tempos de circuit breaker, autarquia cobra plano de contingência para evitar quedas de sistema, como ocorreu com a XP

Publicado em 17 de março de 2020

Com o mercado operando em meio ao forte stress e a Bolsa sofrendo seguidas paralisações (circuit breaker) e baixas desde a semana passada, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) resolveu se manifestar.

A autarquia que regula o mercado de capitais brasileiro divulgou comunicado para alertar corretoras sobre a adoção de planos de contingência que possam dar conta do forte aumento do volume negociado em ações. 

Segundo Francisco José Bastos Santos, Superintendente de Relações com o Mercado e Intermediários da autarquia, o objetivo da CVM é que os clientes de corretoras tenham suas ordens executadas.

“O primeiro passo importantíssimo do intermediário diante desse cenário de possível estresse decorrente do Coronavírus é não improvisar e ter já desenvolvido e disseminado internamente um plano de contingência adequado para a situação. Adicionalmente, é fundamental, caso esse tipo de cenário se materialize, uma comunicação direta e simples com seu cliente, informando-o com clareza sobre possíveis impactos nos serviços oferecidos, como atuará nessa situação e se mostrar disponível e acessível para qualquer necessidade”, explica.

Nas últimas duas semanas, com investidores em pânico vendendo ações em massa, clientes de diversas corretoras, com destaque para a XP, vêm reclamando nas redes sociais de frequentes quedas e interrupções de sistemas de negociação.

O comunicado da CVM, no entanto, foi genérico, não citando casos específicos. Procurada para falar sobre o tema, a Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord) não respondeu aos pedidos de entrevista.

Desde a quarta-feira, 18.03, a própria xerife do mercado de capitais sofre alterações em sua rotina por conta do Coronavírus. Uma parte de seus servidores passou a trabalhar remotamente.   

Texto: Luciano Feltrin

Imagem: Pixabay