Saúde financeira é o principal ponto de desequilíbrio entre executivos, à frente de saúde mental

A preocupação com as finanças é, hoje, o principal ponto de desequilíbrio entre lideranças, executivos e profissionais de RH ouvidos em um levantamento da HIT Terapias Holísticas, em parceria com o iFood Benefícios. Em uma escala de zero a dez, o pilar financeiro recebeu a menor média, 5,8, seguido por saúde mental e emocional (6,2) e saúde física (6,7). Ao todo, o estudo avaliou 11 dimensões relacionadas ao bem-estar e nenhuma delas alcançou média 8, patamar considerado saudável pela metodologia.
A análise contemplou ainda relacionamentos, carreira, lazer, propósito e espiritualidade, autoconhecimento, ambiente físico, educação e conhecimento e contribuição social. Na outra ponta do ranking, ambiente físico, com média 7,67, e relacionamentos, com 7,52, foram os pilares mais bem avaliados, embora também tenham permanecido abaixo da faixa considerada saudável.
A pesquisa foi realizada com 427 participantes durante o RH Summit 2026 e utilizou a Roda da Vida Integrativa, metodologia que mede a percepção de equilíbrio em diferentes áreas da vida. Entre os participantes estão 127 presidentes e C-levels, além de profissionais de RH e lideranças em diferentes níveis. Em todos os grupos analisados, finanças aparece entre as dimensões mais críticas.
“A saúde financeira está completamente ligada à saúde mental. Ela passou a ser um tema que impacta diretamente nos resultados, na presença da pessoa no trabalho, na entrega e no rendimento do dia a dia”, afirma Paty Palhares, CEO e fundadora da HIT Terapias Holísticas.
Segundo Palhares, a preocupação constante com dinheiro impõe uma carga cognitiva que acompanha o profissional durante toda a jornada. Dificuldade para pagar contas, endividamento e incerteza sobre o futuro podem comprometer o sono, a concentração e a tomada de decisão, além de intensificar o estresse e a ansiedade.
O recorte por gênero mostra que as mulheres registraram médias inferiores às dos homens em quase todas as dimensões avaliadas. Enquanto entre elas os pilares mais críticos foram finanças, saúde mental e emocional e saúde física, entre os homens, as menores avaliações se concentraram em saúde mental e emocional, propósito e espiritualidade e finanças.
Por outro lado, os pilares mais bem avaliados ajudam a identificar o que sustenta uma experiência profissional mais positiva. O destaque para ambiente físico e relacionamentos evidencia a importância de condições adequadas de trabalho, relações interpessoais saudáveis e vínculos que favoreçam confiança e pertencimento.
Educação e conhecimento, com média 7,44, e autoconhecimento, com 7,35, também aparecem entre os pontos fortes. Os resultados indicam que o aprendizado contínuo, o desenvolvimento pessoal e a consciência sobre as próprias necessidades já são percebidos como aspectos importantes da sustentabilidade da carreira. Em um mercado marcado por transformações rápidas, os profissionais buscam ampliar sua capacidade de adaptação sem perder de vista o equilíbrio emocional.
Para Palhares, o estudo evidencia os limites de programas corporativos que tratam o bem-estar de forma fragmentada, com ações pontuais e benefícios que nem sempre respondem às principais dificuldades dos profissionais. Ela acredita que programas que integrem educação financeira, apoio ao endividamento e benefícios conectados à realidade econômica das equipes na agenda de bem-estar são fundamentais para a sustentabilidade dos resultados.
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